17 fevereiro, 2008

imaginação do real que não é real

pensei que teria alguma diferença esse dia na minha vida, mas percebi que só foi mais um dentre todos caóticos. até pior, na verdade. ou talvez por eu ser tão tola ao esperar algumas-coisas-óbvias. e pra ser mais clara a realidade, fui detida por tomar minhas atitudes (pequenas), como se um ano a mais ou um ano a menos não fizesse a mínima diferença.
mas enfim, é ela, a única pessoa no mundo que ainda consegue me tirar um sentimento dentro desse coração-frio. que consegue fazer jorrar água desses olhos desérticos.
e talvez, ela seja a única mesmo que pode fazê-lo.

e como se não bastasse, entra minha idealização-imaginação.
como se o (quase perfeito) real não fosse real, e os meus mais profundos desejos fossem a realidade.
tento afagar a falta do que nunca teve, de quem nunca esteve (ou esteve por tão pouco tempo).
por isso grito ao meio de travesseiros, para ninguém descobrir ou ouvir.
'sou a causa ou sei o por quê?'
e nos pensamentos soltos, nos emails mandados, nas músicas que fazem mais sentido que o normal, nas palavras (tão) pessoais e confessadas, faço minha (quase) refeição do dia com uma caneca de nescafé gelado numa tentativa de que meus olhos vermelhos leiam as coisas certas, para que eu não sinta à toa (de novo).
e nessa luta real/não real, só peço que você me guie para a segurança.
só assim saberei que esperar/mudar/esquecer valeu, de fato, a pena.
i won't wait forever.

13 fevereiro, 2008

minha outra pessoa .

será que alguém é capaz de me desequilibrar?

o meu jeito de ver as coisas como elas são, meus pensamentos (só meus), minhas chatices-neuróticas, minhas neuroses-chatas, minhas manias-irritantes (...)
e que agora, por um instante, perco-me nos muitos momentos que tive
como se estivesse saindo dos esquadros, saindo de mim mesma.
tudo isso porque 'eu quase digo e calo, eu quase sinto e esqueço'

esse desequilíbrio tem um nome (?)
é quando o alguém do seu lado faz você ver as coisas de outro jeito, não melhor nem pior, apenas diferente. te fala coisas que te levam pro alto, mostram a claridade do que é real.
como meu alguém mesmo disse, todo dia é dia de sentir algo.
é esse sentimento-desequilibrador que me transforma em alguma pessoa que desconheço.

11 fevereiro, 2008

é engraçado como o fato do meu dia ter sido surreal-além-da-conta fez-me querer criar um blog.
escutar 65 days of static durante uma hora resultou em bons-estranhos pensamentos/planos. ainda mais com minha mania de observar pessoas. é tao estranho parar e observar os movimentos ao seu redor, como tudo gira e passa rápido. e logo após sentar numa mesa numa calçada da augusta bebendo uma original e tendo conversas alucinantes, mais ou menos aquelas que se tem com um mendigo ou um frentista (hã?). torna-se tão intenso, por mais qual seja ou foi o príncipio de tudo. e por fim dançar com uma bjork-brasileira-perfomática que dizia 'onde fica esse caminho reto? onde me levará pro alto' . é esse meu caminho reto, são meus dias surreais, minha parceria, são meus brindes a qualquer coisa sem/com sentido, são meus banhos de chuva, são minhas conversas num sofá rasgado da outs, são essas coisas que acontecem e sempre deixamos de lado. mas hoje entendi tudo. hoje senti tudo .