a palavra salva. a palavra escraviza. quanto mais a uso, mais busco por outras. a falta, a procura, incessantemente. é daí que surgem os desentendimentos: pela escravização da palavra. quem não discute, não vive. quem não se desentende com quem mais ama, nunca se sentirá completo. qualquer relacionamento é construído por desentendimentos. são eles que nos fazem continuar a viver e ter beleza. palavras são autoritárias, sinceras, perversas, penetrantes. não há liberdade com a palavra. é preciso seguir o padrão, as leis, pra tudo tem-se um nome, e ponto, não mudará. mas tudo isso faz parte de uma representação - que é a vida. somos todos e apenas atores, vivemos o real e depois narramos de alguma forma estética a realidade (algo passado). porém somente os melhores (atores) conseguem enxergar o belo. não a beleza, mas a virtude das coisas não-físicas. virtude de sentir dor, de sofrer por amor, de expressar sentimentos, de provocar, de criar alguma moral dentro de alguma sociedade. só há virtude com estética, e essa, por sua vez, é a sensibilidade, o corpo, os desejos e vícios. por isso é muito maior que a racionalidade, já que envolve tudo, principalmente os sentidos. esses que nos fazem ser belos virtuosos vivendo em meios aos desentendimentos-construtivos, e afinal, felizes.
(isso que uma aula maravilhosa de estética e filosofia da arte faz com a gente)
16 fevereiro, 2009
08 fevereiro, 2009
fim
luzes e cristais pendurados, cores completando cores, música alta, rodas de dança, amarelos, verdes, vermelhos, azuis, sem cores, bebidas amarelas, sementes de maracujá, conversas e risadas. la macarena, britney, chão, justice, cervejas, cinzeiros, varanda, calor, varanda de novo. quarto e banheiro cheios, sofás sem lugar, paredes manchadas, sorrisos grandes e olhos pequenos, mais cerveja, mais amarelo. rebouças, escada, sujeira, silêncio, pingos refrescantes. de volta ao barulho, ao inferno, coca cola, água, quarto vazio, cama macia, abajur aceso, janela aberta, sacola suja, coração partido, sozinha, chorar em silêncio, batidas na porta, lágrimas pretas, passado, verdades contadas, sensações ruins, banquinho na varanda, overdose de palavras, overdose de gente. excessos, quarto de novo, silêncio absoluto, eu queria voz, queria abraço, queria ir embora, 5am. sala vazia, luzes apagadas, troca de cama, 6am, cama pequena, calor, barulho urbano, cheio do ralo, sem ressaca, talvez ressaca de palavras, de barulhos, de coisas. pão com requeijão e coca cola. calor externo, frieza interna. que foi? silêncio e mais silêncio. porra, cansei das buzinas e motores, quero sua voz.
banho gelado, qualquer roupa, comida, solidão de novo, muita. acendi velas, era de noite, fiquei sem energia, e sozinha. o que seria do homem sem energia? números discados desesperadamente, tututututu. cansei, pensei em ficar ali deitada pra sempre. sem mensagens, sem triliiim do telefone, sozinha, me senti sozinha, muito. tive medo, quis ir pra rua, tinha mais claridade, as velas não me dão segurança. a luz voltou, a música voltou, a tv voltou, mas eu não, ainda me sentia sozinha. o que seria do homem sem companhia? tive medo de tanta coisa.
mas agora isso nada mais importa, acabou! (e ponto)
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
banho gelado, qualquer roupa, comida, solidão de novo, muita. acendi velas, era de noite, fiquei sem energia, e sozinha. o que seria do homem sem energia? números discados desesperadamente, tututututu. cansei, pensei em ficar ali deitada pra sempre. sem mensagens, sem triliiim do telefone, sozinha, me senti sozinha, muito. tive medo, quis ir pra rua, tinha mais claridade, as velas não me dão segurança. a luz voltou, a música voltou, a tv voltou, mas eu não, ainda me sentia sozinha. o que seria do homem sem companhia? tive medo de tanta coisa.
mas agora isso nada mais importa, acabou! (e ponto)
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
Hard times hard times come again no more
06 fevereiro, 2009
tô dentro
Caio sabe dizer melhor que eu ...
"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."
"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."
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