28 julho, 2008

blábláblá


é todo dia, várias vezes. ligados um ao outro, sentindo um ao outro.
só preciso saber que você está em qualquer lugar pensando qualquer coisa sobre mim.


blábláblá

21 julho, 2008

meu Sol de inverno

eu precisava de mim, de ficar sentada por horas sentindo aquela brisa e escutando o barulho das ondas. precisava desligar-me de um mundo tão cansativo. precisava fazer minhas leituras, ver alguns filmes interessantes, precisava ligar o rádio e escutar qualquer música dançante.
precisava sentir saudade e escutar algumas poucas vozes.
senti tudo. senti o Sol de inverno penetrando em minha pele, senti o suor escorrendo pelo meu corpo. senti a tranquilidade fora da cidade. degustei os mais deliciosos sorvetes, os doces mais doces. senti saudade de épocas. senti meus pés descalços na areia deixando marcas para trás.
eu precisava de uns dias-familiares, de algumas conversas sinceras demais com palavrões e piadas internas. precisava dizer o meu lado, a minha dor. e precisava escutar o lado de vocês.
aquelas 2 ou mais horas de gritos e calmaria foram tão necessárias quanto todos esses sentimentos e sensações juntos. ter o conhecimento de regras misteriosas e um pouco implícitas, de dores passadas, de um futuro premeditado, de um presente tão confuso e sem soluções.
falei de tantas dores com aquela voz guardando tanto choro dentro de mim, portanto ao falar, senti aquele alívio como a brisa do mar que faz o cabelo voar.
e lendo Luiz Fernando Emediato, as Trevas no Paraíso souberam me dizer que na luta dos gigantes há um grande herói que torna-se com o tempo o velho-herói, que morre feliz e satisfeito mesmo fracassando na imaginação de seu novo mundo, o mesmo em que viveriam até as figuras que um dia fizeram-no ter medo. minha grande(-falsa) heroína também morrerá um dia bem feliz e satisfeita com tudo que já fizera na vida. eu tão-somente sei. porém essas suas figuras medonhas somos nós, sou eu, as estranhas. as que criaram uma barreira tão imensa contra todas palavras proferidas em momentos de espasmos. talvez a vida e o tempo tenham nos ensinado que por cima de feridas e cicatrizes que jamais se curavam, cria-se uma barreira sobre tudo isso, deixando algo duro como uma pedra e frio como o gelo.
envergonho-me de dizer que sou essa coisa-bizarra-sem-coração-e-sem-nome, porém foi uma forma de auto-defesa. entende?

e mesmo sendo o Sol de inverno que aqueceu-me durantes esses dias, ele conseguiu me esquentar tão bem, derreter algumas partes internas congeladas, clareou alguns becos escuros e fez-me espairecer de muitas boas formas.

11 julho, 2008

naqueles segundos que pareceram tão eternos, tão profundos e silenciosos fechei meu olhos com força e fiz minha prece, acreditando naquele que um dia me deu fé para acreditar em mim mesma. e nos outros segundos gritei, gritei com mais aquelas pessoas todas que sofrem como eu. gritei com minha alma, era um barulho desvastador, desesperador, aliviante.
ao acenderem as luzes, tudo parecia mais claro, mais limpo, mais seguro.
eu senti-me tão mais viva, passei a acreditar que não serei um fracasso, já que muitas coisas nesse mundo não estão certas, não são justas o bastante com todos.
talvez eu não esteja fazendo o necessário para merecer, porém minha personalidade não é bitolada, não consigo me limitar em dias sentada resolvendo exercicios e tentando entender todas as coisas existentes. por mais que seja um ano sacrificante, eu não sei fazer certos sacrifícios. preciso espairecer, preciso ir aos meus ensaios, preciso ter meus momentos diários, preciso de tantas outras coisas que fazem me sentir viva.
é aquela fé que me disseram um dia, aquela mesma que está com arco-íris e céus de chocolate.

04 julho, 2008

doce como algodão-doce

não me faça esperar, não levante a voz, não diz que vem e mais tarde não vem, não me iluda, não me faça sentir uma completa idiota, não desvie os olhos dos meus, diga que me ama no meio de uma briga, me abraça e diga que está tudo bem, me aquece do frio, deixa o seu cheiro ficar em mim, não abra a porta pra mim porque na verdade eu só quero ficar contigo, não me prometa dias do qual sempre sonhei, não diga que está louco sendo que também estou, não solte da minha mão, não atravesse a rua, ande na calçada do lado da rua, me faça sentir protegida, me faça sentir que sou sua, somente sua, porque eu sou, não me faça odiar-te por instantes, odeio te odiar quando brigamos, odeio te odiar quando te espero, odeio sua preguiça, odeio sentir meu coração tão longe do seu, vem aqui, me abraça forte, sinta meu corpo ao seu, sinta me cheiro de algodão-doce, entre no meu aquário, cansei das tempestades, cansei do orgulho, do erro, mas quero aprender, me ensina?, amo de uma maneira que nunca amei, desejo numa intensidade da qual nunca desejei, sorri e ri e ri e ri novamente, ei vem rir comigo, deixa disso, eu amo você.