31 janeiro, 2013

doentio é não saber falar a verdade

o mais patético do ser humano é quando ele usa os medos do outro para cobrir os seus.

vanilla sky

seus olhos pedem desculpa melhor.

29 janeiro, 2013

todo amor é eterno, e se acaba, não era amor.

o mais bonito do amor é inventar todos os dias uma nova forma de amar.

pelo retrovisor do meu carro, de camarote, assisti o reencontro de duas almas que não se viam ha dois anos e que ainda se amam. abraços longos, carinho excessivo, conversa meio boba (mas até na bobeira existe sintonia), reconhecimento do corpo, das mãos, do rosto, do cheiro, das tatuagens novas, do corte de cabelo, do encaixe de cada corpo: ela abraça por baixo, ele por cima. cigarros acesos foram rapidamente consumidos pelo nervosismo que também denunciavam as pernas meio trêmulas. a cada abraço os corações se tocavam no mesmo ritmo acelerado. corações que sentiram saudade dessa disritimia.
como uma película, meu retrovisor enquadrou dois corpos que queriam parar o tempo nesse momento em plena madrugada geladinha paulistana, enquanto um caminhão iluminava o amor com seus faróis.
as vezes desejamos ser ficção só para apertar o "pause" nas nossas partes preferidas.

para o amor não existe tempo. existe eternidade.

22 janeiro, 2013

o ato de pedalar

as pernas doem, mas o corpo todo, a mente e a alma, libertaram-se.

18 janeiro, 2013

urgências verbalizadas

eu não sei lidar com essa necessidade em verbalizar minhas crises emocionais.
são urgências, e acreditem, até elas sairem da minha boca ou dos meus dedos, é porque elas ficaram muito tempo sendo processadas dentro da mente e do coração.
vocês, mundo, não precisam entender. entendê-las como existência ou entendê-las como discurso emotivo-tpm-desnecessário. só não me chamem de louca.
esse é meu jeito de lidar com o mundo e comigo mesma.

só peço uma coisa: dê uma chance a essas urgências. um dia, todas farão muito sentido!

17 janeiro, 2013

abraçaço

“Abraçaço é uma palavra muito bonita e tem essa reverberação, parece um eco, mais ainda quando escrito, esse a-ce-cedilha duas vezes. É como se fossem círculos concêntricos de abraços, que vão se expandindo. Não é apenas grande ou maravilhoso como é um golaço, por exemplo. É expansivo”.


Caetano Veloso

10 janeiro, 2013

chego em casa, ligo a tv e o Otto me diz

Hoje eu só queria um dia claro como o que passou
Momentos felizes,
Momentos de amor.

09 janeiro, 2013

amaruinar

Alguns amores levam à ruína.
Eu soube disso desde a primeira vez em que Lavínia entrou na minha casa.

a irracionalidade é crua

como animal, gosto do sangue que seu coração bombeia, 
do gosto da sua carne crua,
gosto da aspereza da sua pele, 
do ofensivo das suas palavras cruas.

e como humano, gosto da falta de disfarce:
gosto das verdades cruas.

o ato de contagiar-se

passa uns dias, vira o ano, e a gente percebe que era só magia natalina.

02 janeiro, 2013

e x i s t i r

no último dia do ano, cheio de preguiça e intimidade, deitada na cama com os olhos grandes e verdes pertinho, entendi que não posso me responsabilizar pela mudança das pessoas, principalmente do mundo. as coisas acontecem naturalmente de acordo com seu tempo cíclico.
não preciso me fazer presente o tempo todo. 
os olhos verdes sinceros disseram que minha existência basta. eu tenho poder de marcar as pessoas. essa marca é natural. e assim, a mudança é natural.

existir é marcar e ser marcado.