13 junho, 2010
04 junho, 2010
dr parnassus e mr lúdico
ontem entramos no mundo imaginário do dr parnassus juntas, sentimos todas sensações surreais juntas e imaginamos como seria nossos mundos imaginários. paramos na avenida paulista em frente ao cara charmoso que toca guitarra e juntamente com todo barulho urbano, ouvimos aquela melodia que de alguma forma define são paulo. em meio aos prédios cinzas e o relógio do itaú marcando 17ºC, sentamos no safra, cigarros de espera, compramos um livro sobre meditação e superconsciência com nossas moedas. você contou histórias araraquarenses e eu disse do caos paulistano que continua o mesmo. matamos a saudade daquilo que já vivemos muito juntas, falamos de 2006, de caio e de mombojó. lembrei-me de como você é única em minha vida, de como sinto sua falta no meu cotidiano, de como você está além da parceria: você faz parte de mim.
eu sempre estarei aqui para sentir são paulo com você, sentar num banco na rua augusta e escutar o mr lúdico tocar uma música para você e rir dessa loucura inexplicável que é essa cidade.
eu sempre estarei aqui para sentir são paulo com você, sentar num banco na rua augusta e escutar o mr lúdico tocar uma música para você e rir dessa loucura inexplicável que é essa cidade.
02 junho, 2010
nadismo
tanto a dizer mas a incapaz mente cansada (me) impossibilita de fazê-lo.
as vezes tenho a impressão que escrever não é mais o suficiente para me sentir melhor, talvez uma música ou algumas cores respingadas nas mãos me façam bem.
cansaço que consome, o sono sendo interrompido pela preocupação, pelos sonhos estranhos, o corpo parece não descansar o quanto deveria. a mente que deixou de absorver informações, visto que teve overdose de tantas palavras do Hauser, da Cristina Freire, da Rosalind Krauss, dos textos e textos que somos obrigados a ler e resenhar e entender e responder questões a respeitos deles. e justo no dia em que eu poderia sair e me entregar ao mundo, não há forças físicas e mentais. o sofá gelado parece querer companhia, a cama bagunçada com cobertor e edredon misturados parece querer me esquentar, tento não querê-los. tento descansar com um livro emprestado, ou com as fitas coloridas no papelão, mas tudo já esgotou. queria me jogar numa pista de dança qualquer e sair renovada mas nem escolher uma roupa consigo.
hoje o dia está estranho. já chorei no telefone por saudade-manhosa. já chorei de tanta dor nesse estômago-doente de ansiedade e estresse urbano.
hoje senti tudo tudo tudo. hoje quis tudo que não podia ter.
e só continuei no querer, no nada.
as vezes tenho a impressão que escrever não é mais o suficiente para me sentir melhor, talvez uma música ou algumas cores respingadas nas mãos me façam bem.
cansaço que consome, o sono sendo interrompido pela preocupação, pelos sonhos estranhos, o corpo parece não descansar o quanto deveria. a mente que deixou de absorver informações, visto que teve overdose de tantas palavras do Hauser, da Cristina Freire, da Rosalind Krauss, dos textos e textos que somos obrigados a ler e resenhar e entender e responder questões a respeitos deles. e justo no dia em que eu poderia sair e me entregar ao mundo, não há forças físicas e mentais. o sofá gelado parece querer companhia, a cama bagunçada com cobertor e edredon misturados parece querer me esquentar, tento não querê-los. tento descansar com um livro emprestado, ou com as fitas coloridas no papelão, mas tudo já esgotou. queria me jogar numa pista de dança qualquer e sair renovada mas nem escolher uma roupa consigo.
hoje o dia está estranho. já chorei no telefone por saudade-manhosa. já chorei de tanta dor nesse estômago-doente de ansiedade e estresse urbano.
hoje senti tudo tudo tudo. hoje quis tudo que não podia ter.
e só continuei no querer, no nada.
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