26 novembro, 2012

eu preciso tanto te dizer

o egoísmo cega ao ponto de fazer doer bem profundo a quem te mais ama.

(eu sei que dentro de ti há um dos corações mais bonitos que senti)

eu só quero amar

enrijeço sangue alheios mas não sinto tesão. descobri que tenho tesão em amar.

20 novembro, 2012

Clarice diz por mim

“Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. E adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento.”

eu preciso sentir

solidão em Copacabana

eu olhava Copacabana de cima, sentia o cheiro de maresia e samba, olhava o Cristo belo e inacansável e me sentia a pessoa mais sozinha desse mundo.


solidão é a pior sensação desse mundo.
mas eu não posso deixar de viver por me sentir só.

15 novembro, 2012

o tal edifício

amanheceu cinza. tinha acabado de chegar uma frente fria no país. acordei cedo para ouvir meu gastro falando as mesmas coisas de sempre sobre alimentação e ansiedade. fiz o mesmo caminho, sem muita liberdade dentro das linhas de metro de são paulo, sem muito espaço e oxigênio num mesmo vagão para pensar qualquer coisa válida. saio do subsolo da cidade e me deparo com um céu branco-nublado de cegar qualquer olho sonolento. passo por cima da 23 de maio lotada de carros. atravesso e logo meus pés simplesmente entram numa rua que nunca tinham entrado só porque eles sentiram necessidade de fazer caminhos alternativos - eles sempre tem essa necessidade - e meu corpo acompanhou-os. logo no primeiro quarteirão um prédio de dois andares todo charmoso com varandas repletas de plantas me chama muito a atenção. meus olhos foram descendo encantados até avistar em cima da porta o nome do edifício. sim, aquele prédio. era o último prédio que eu queria saber a localização. a existência. o acaso insiste em coisas que não fazem sentido na minha cabeça.

07 novembro, 2012

sobre o amor

O verdadeiro amor é suicida,

(Ferreira Gullar)

05 novembro, 2012

toma o que é teu!

Pior que carência, é ficar com imunidade baixa e deixar qualquer vírus entrar em você e fazer o que ele quiser com seu corpo.

Afinal, alguma coisa precisa tomar conta de mim! (já que não é o amor nem a paixão nem o tesão)