23 dezembro, 2010

2010 acabou.

18 outubro, 2010

o poder das curvas

era volta para casa numa quinta-feira. o relógio quase girara todas suas horas diárias mas mesmo assim o movimento era grande na estação de trem. dentro do trem, os bancos foram ocupados por corpos cansados e agradecidos de conseguirem sentar até a estação de destino. as portas abrem na parada seguinte e uma senhora entra à procura de seu direito, porém só encontrou bancos cheios e pessoas indispostas a oferecer-lhe seu lugar. portanto, depois da senhora notou-se uma jovem negra alta, com suas curvas evidentes, com brincos de argola que encostavam nos ombros magros, decote provocador e um sorriso branco no rosto. um homem levantou e ofereceu-lhe gentilmente seu lugar à moça. a senhora riu da situação se conformando que não tem mais como conseguir fácil as coisas porque suas curvas não são mais acentuadas.
os homens jogavam algum desses jogos rápidos de baralho, enquanto riam, competiam e se exibiam para àquela negra bonita. não só se exibiam no jogo, mas em seus aparelhos eletrônicos, nos quais ofereciam para ela distrair-se com música no saculejar do trem.
as trocas de sorrisos e olhares aconteceram durante todo o trajeto e as alianças douradas gritavam nas mãos dos três homens que tanto queriam agradar a moça sedutora.

12 setembro, 2010

certezas são para sempre?

eu queria saber o que faço com as certezas que tínhamos. as certezas deixam de ser certezas algum dia?

(tenho medo de voltar a ser um indivíduo totalmente independente no mundo vazio e mal.)

o amor?

outro dia me disseram que o amor é idiota. hoje caio me disse que amor é falta de QI. e eu ainda acredito no amor.

29 agosto, 2010

09 agosto, 2010

pés gordinhos

é tarde de domingo. na sala há livros abertos, fotos espalhadas, brinquedos no chão, louça na pia cheia de preguiça. ele de meias, bermuda e um suéter um pouco surrado. lá fora está um cinza típico de domingo-para-ficar-em-casa. no colo dele, a criança mais linda do mundo com o sorriso mais gostoso mundo (para ela). a tevê está desligada, o rádio toca alguma coisa nostálgica, algo da época em que ainda eram novos. e de longe, com sorrisos transbordantes e olhos apaixonados, ela congela aquelas risadas de cócegas e palhaçadas. congela os cachos em dobro, as peles branquinhas, os pés gordinhos escondidos pelas meias. mais um momento diário-incrível registrado para se tornar eterno, para quando ser visto, poder sentir as mesmas sensações boas de quando foi registrado. ele é um pai incrível: apaixonado. e ela, a mãe super protetora. e o dono dos pés gordinhos: a criança mais linda e mais amada do universo. totalmente acostumado com as tintas pelo chão, os clicks constantes e todo mimo dado pelos pais.


eu tive essa imagem no dia dos pais. e foi a coisa mais real que já vi. quando a gente ama e tem certeza da pessoa ao lado, todos sentimentos e planos mudam. eu decidi que quero ser mãe, eu nasci para ser mãe. e encontrei a pessoa que me dá segurança de construir uma família linda, do jeitinho que vi. consegui até escutar o som das gargalhadas gostosas e o cheirinho de almoço de domingo pós tirado da mesa. precisei registrar isso aqui porque considero muito importante registrar tudo o que vivo.

03 agosto, 2010

sem efeito de álcool

em meu corpo ainda havia álcool gratuito e sorrisos bobos. o salto das botas faziam meus pés formigarem de dor. e mesmo assim tentei me manter forte. totalmente segura. talvez eu insista em coisas que não deveria insistir. talvez incomode de um jeito agonizante. estou agoniada, e pior, agora, sem efeito de álcool algum no corpo.

29 julho, 2010

cheiro de lírio e cores de gérberas



tenho muito imaginado os cômodos. não sei quantos seriam, com certeza não muitos, mas o suficiente pra se viver. penso em cada parede, em qual teria fotos ou palavras ou apenas tinta, mas claro, todas terão muito de mim. penso no piso: piso gelado ou carpete? aprendi a gostar tanto de cimento queimado. mas talvez essa opção fique para um futuro mais concreto. penso nos lençóis que compraria, se seriam cores suaves ou vibrantes, estampados ou lisos. penso nos copos, em toda a louça, no guarda roupa. desejo tanto um lugar bonito, doce, feito de mim e para mim. cheio de amor e calmaria. longe do caos que é minha vida hoje. sei que o caos sempre sempre sempre estará presente em todas suas formas caóticas, porém não teria ninguém para eu cuidar além de mim. não teria ninguém no sofá quando eu quisesse sentar e assistir a um filme, não teria ninguém ao telefone quando eu quisesse dizer oi para alguém, não teria ninguém ao banheiro quando eu quisesse tomar um banho só pra relaxar. tudo aqui é sufocante é desgastante demais. não há privacidade para ler um livro ou até mesmo para chorar quando dá vontade. cansei de fugir das pessoas, das paredes finas, das conversas sérias por celular. cansei de fugir de mim mesma, da minha desculpa da falta de espaço, da falta de tempo, eu cansei da minha mesmice, da monotomia desses dias. preciso de um ar que só respirarei e sentirei quando estiver definitivamente fora daqui. preciso aprender a me sustentar, a sofrer sozinha e a dormir no escuro. tenho pensando muito em duas palavras: (ser) indivíduo e (ter) liberdade. preciso entender o que é ser um indivíduo nessa sociedade massacrante, entender o que é aluguel e comida na geladeira. preciso preservar o amor (e isso só longe daqui!). preciso me "prender" em outras tantas coisas (boas).
deixe eu sonhar nas cores das toalhas penduradas no box, com as prateleiras cheias de tinta, com as revistas recortadas pelo chão, com os pés descalços, com o som alto, com o incenso e o cigarro acesos, a geladeira cheia de coisas que eu gosto, com os chinelos na porta, com os espelhos e quadros pendurados nas paredes, as frutas frescas, as roupas limpas empilhadas no guarda roupa, o cheiro de limpeza que eu gosto, o cheiro de lírios e gérberas de todas as cores. afinal a gente precisa sonhar para viver. e eu preciso viver.

21 julho, 2010

nesse momento, eu só preciso crer que o amor é mais forte que todas doenças, palavras ofensivas, mágoas e passado.
o amor é o sentimento mais bonito de todos.

13 junho, 2010

cansei de não ser suficiente para as pessoas.

04 junho, 2010

dr parnassus e mr lúdico

ontem entramos no mundo imaginário do dr parnassus juntas, sentimos todas sensações surreais juntas e imaginamos como seria nossos mundos imaginários. paramos na avenida paulista em frente ao cara charmoso que toca guitarra e juntamente com todo barulho urbano, ouvimos aquela melodia que de alguma forma define são paulo. em meio aos prédios cinzas e o relógio do itaú marcando 17ºC, sentamos no safra, cigarros de espera, compramos um livro sobre meditação e superconsciência com nossas moedas. você contou histórias araraquarenses e eu disse do caos paulistano que continua o mesmo. matamos a saudade daquilo que já vivemos muito juntas, falamos de 2006, de caio e de mombojó. lembrei-me de como você é única em minha vida, de como sinto sua falta no meu cotidiano, de como você está além da parceria: você faz parte de mim.
eu sempre estarei aqui para sentir são paulo com você, sentar num banco na rua augusta e escutar o mr lúdico tocar uma música para você e rir dessa loucura inexplicável que é essa cidade.

02 junho, 2010

nadismo

tanto a dizer mas a incapaz mente cansada (me) impossibilita de fazê-lo.
as vezes tenho a impressão que escrever não é mais o suficiente para me sentir melhor, talvez uma música ou algumas cores respingadas nas mãos me façam bem.
cansaço que consome, o sono sendo interrompido pela preocupação, pelos sonhos estranhos, o corpo parece não descansar o quanto deveria. a mente que deixou de absorver informações, visto que teve overdose de tantas palavras do Hauser, da Cristina Freire, da Rosalind Krauss, dos textos e textos que somos obrigados a ler e resenhar e entender e responder questões a respeitos deles. e justo no dia em que eu poderia sair e me entregar ao mundo, não há forças físicas e mentais. o sofá gelado parece querer companhia, a cama bagunçada com cobertor e edredon misturados parece querer me esquentar, tento não querê-los. tento descansar com um livro emprestado, ou com as fitas coloridas no papelão, mas tudo já esgotou. queria me jogar numa pista de dança qualquer e sair renovada mas nem escolher uma roupa consigo.
hoje o dia está estranho. já chorei no telefone por saudade-manhosa. já chorei de tanta dor nesse estômago-doente de ansiedade e estresse urbano.
hoje senti tudo tudo tudo. hoje quis tudo que não podia ter.
e só continuei no querer, no nada.

23 maio, 2010

disco-voador.




os dias parecem passar mais rápidos que o normal e as horas acabam junto com a entrega do meu cansaço. mas no último dia da semana eu entrei no disco voador. feito de lona amarela e detalhes em branco, eu grampeei o limite do ar e fui a primeira a entrar no túnel cheio de ar comprimido. que sensação. deitei junto com aquelas quarenta pessoas eufóricas e pude sentir alguma paz que não sentia há'lgum tempo. pude escutar dentro de mim belchior dizendo nesse cimento, meu pensamento e meu sentimento, só têm o momento de fugir no disco voador . e aquele foi meu momento de fuga da eletricidade dessa cidade que sou apaixonada, mas que me cansa e me cansa cansa, meu amor.

19 abril, 2010

every you, every me

aquela multidão toda sentindo a mesma energia. as luzes fortes entregavam as sensações e os sentimentos à flor da pele. as mãos que se encontravam de vez em quando em meio a tanto barulho e pessoas. o pensamento longe porém presente. o corpo que não parava de se mexer, de pular e borbulhar. intensidade fora e dentro, dentro de mim. cerveja na mão, sede insaciável, voz que gritava junto com todas vozes emocionadas. o coração que batia junto com a bateria e os pés que dançavam junto com as cordas do baixo e da guitarra, dançavam junto com os outros pés. as veias quase explodindo com as caixas de som. a língua dos anjos, a língua dos homens, cada eu, cada você. assim como mostravam as imagens enormes que iluminavam tudo por trás deles e na frente de todos.
as sensações do (meu) rock and roll sentidas nas veias palpitantes e no coração apaixonado.

09 abril, 2010

embriaguês

só vejo egoísmo egoísmo e me embriaguei de egoísmo até vomitar tudo pra longe de mim.

01 abril, 2010

nostalgiar

hoje percebi que aprendi a nostalgiar as coisas.
quase tudo na vida é valioso o suficiente pra sentir saudade ou pelo menos ser lembrado com carinho.

11 março, 2010

"Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho."
Martha Medeiros

01 março, 2010

dia nostálgico

o dia amanheceu cinza e escutava-se os pingos da chuva caindo na telha a noite inteira. o dia nasceu nostálgico. assistia-se o mundo mudo, e tudo parecia acontecer exatamente ao ritmo de seu ipod. stereophonics pra começar um dia nostálgico. aquelas épocas e pessoas, as mesmas sensações de sempre ao escutar aquelas batidas. tem coisa que não muda. chovia sem parar, pés gelados, cigarros acesos em meio às mãos ocupadas e aos pingos constantes. kings of leon agora tocando e a vontade de cama, edredon e companhia. a confusão do velho com o novo mas as sensações são as mesmas, intensas e intrigantes. e tudo torna-se uma vontade só e um pensamento só: eu.

22 fevereiro, 2010

sorriso-fingido

eu mesma me desenterrei, tirei o pó e me coloquei na estante de
madeira. bem ao seu lado, ao lado do seu perfume paco rabanne
que te dei, ao lado dos livros e dos filmes de suspense, ao
lado do santo sem nariz que seu pai pediu pra colocar ali. tão
presente na sua rotina de olhar. tudo tão simbólico (para mim).
e você me perguntava com os olhos porque eu estava triste e eu
me contive em sorrir bonito.

12 fevereiro, 2010

meu pré-carnaval

nada mudou, os móveis continuavam no exato lugar. só não existia mais minha foto na estante, meu cheiro no travesseiro ou no armário. não existia mais nosso retrato empoeirado. e entre choro angustiante e nostálgico, houve amor, pele e dor, muita dor. a chuva diária caía forte lá fora e o cheirinho de asfalto e terra molhada entrava no quarto junto com o incenso aceso e a erva queimando. nossos sorrisos congelados e secos, cantamos 'use somebody' com a alma explodindo e os olhos úmidos, dançamos beatles e sentimos aqueous transmission com os braços e costas coladas uma na outra. uma sintonia do caralho que me deixava sem fôlego, em êxtase, com medo e com saudade. a chuva parou lá fora e acabou a sintonia, o medo prevaleceu, as verdades se confundiram com as mentiras, perguntas, a dor doída que só me fez fugir sem olhar para trás, as palavras duras em voz de veludo querendo sair e que não saíram. e no fim, matei-as dentro de mim.

08 fevereiro, 2010

não uso drogas

no escuro imenso, escutei meu nome e senti mãos me tocando, mas na verdade não sentia meu corpo, parecia flutuar. devagar fui sentindo o peso da gravidade em cima de mim, do meu rosto colado no chão. formigava e eu suava frio, pálida, sendo erguida por braços que me amam e só queriam me socorrer. as horas não passavam e a cada segundo parecia que minha cabeça explodiria. pedi gelo mas até o peso dele me doía e o sono não vinha. chorei de medo, de dor, de aflição. não usei e nem uso drogas, só me droguei de risadas e de pessoas queridas e bêbadas. preciso acreditar que foi esse calor paulistano que me fez delirar e desmaiar.

07 fevereiro, 2010

são paulo ficou vazia.



são paulo estava cheia de amor e cheia de gente ao redor, sentia-se o calor nordestino e paulistano, o gosto de cerveja todo dia na boca e o cheiro de cigarro nos dedos. abraços demais, palavras demais, sinceridade demais, muita chuva e uma loucura de sensações, que vinham e voltavam com a saudade e o álcool. o tempo correu contra mim e hoje sinto são paulo mais vazia. e esse vazio tende a crescer mais, até a dor no peito ficar (quase) fatal.
naquele chão, pernas de índio, cervejas e cigarros, falamos dos nossos heróis e das dores superadas ou não com lágrimas nos olhos. consegui sentir cada palavra penetrando na minha pele e eu só conseguia absorver vocês. o sentimentalismo cotidiano e claro, alcoólico, me fez amar ainda mais vocês, me fez perceber que vocês vão embora e eu me senti fraca, sozinha demais. foi a primeira vez que dei-me conta da saudade futura e nos abraços intensos, escorreu de mim, uma lágrima colorida. colorida por ser triste mas por ser tão bom ver vocês no mundo, dando as caras e crescendo. eu me preenchi de vocês e agora só quero transbordar esse amor sincero e real, sentindo saudade dos nossos cotidianos juntos. e na volta, a vila olímpia tornou-se maior e perdidas, bêbadas, eu estava tão bem porque tinha vocês comigo, me fazendo esquecer de coisas que preciso esquecer.

só quero transbordar vocês, hannah, erika e mariel.

(fotos: Gabriel Cabral)

03 fevereiro, 2010

fundidos

saudade da pele com pele, do gosto de suor, da língua contornando o corpo, dos dedos me (re)desenhando, dos sussurros, do cabelo despenteado, das roupas no chão, dos não-segredos, da sintonia perfeita que enchia o quarto até quase transbordar por entre os vãos. saudade do calor, do escuro visível, das mãos, dos pés encolhidos, do lençol bagunçado, dos corpos fundidos.
o nordeste chegou invadindo minha casa meu coração meu cotidiano e eu não tive dúvida que você é a melhor companhia nesse cinza úmido solitário paulistano.

29 janeiro, 2010

o novo dá medo.

26 janeiro, 2010

hoje me deu uma vontade enorme de viver o mundo.

25 janeiro, 2010

enjaulada na imensidão.

20 janeiro, 2010

buenos buenos


o coração bate apertado e buenos aires tá lá longe, sempre linda e cheia do mundo. a saudade fica de um jeito doce e quente. a gente tenta voltar a nossa rotina de merda mas a varanda insiste em aparecer, assim como o sofá de couro na salinha dos fumantes, os litros de quilmes, weezer ou kings of leon que tocaram numa tarde qualquer, nos fast-food, na rua florida, nos parques e ruas largas, nos cafés da manhã lotados e os bancos de madeira, o movimento constante, diário, intenso de pessoas, sensações, coisas. talvez aquele calor todo faça a gente delirar, mas sei que foi real. meus pés sentiram as ruas quentes de buenos aires e meus olhos viram cada detalhe dos prédios, das casinhas, das pessoas bonitas e bêbadas. eu senti os ares.
e hoje o coração bate apertado com vontade de sentir os 35ºC nas costas e respirar os bons ares. novamente.

05 janeiro, 2010

as vezes eu realmento desacredito no amor.

04 janeiro, 2010

rio de janeiro


rio de janeiro é uma contradição enorme. a primeira impressão não é a que fica. vivi no aperto de copacabana cinco dias intensos com chuva, sol e areia nos pés. andei copacabana inteira até ipanema, subi o morro pra ver o cristo de perto, suei todos os pecados de 2009 pelo corpo inteiro e senti rio de janeiro até o talo. senti o samba no ar, escutei chico buarque e vinicius o tempo todo e entendi a poesia deles. dá vontade de fazer samba e amor até mais tarde. bares lotados e cerveja na mesa até quando eu estava tomando café da manhã, buzinas e polícias na rua ao primeiro olhar do dia pela janela. tudo muito intenso, agitado, lindo. os fogos bonitos e estrondosos faziam meus olhos brilharem, todos aplaudiam e gritavam e eu gritei e aplaudi junto, não sei se pelo ano que passou ou se pelo que estava vindo, mas eram todas sensações juntas. numa mão o champanhe e na outra, todo amor concentrado em duas mãos que se apertavam demais, desejando as mesmas coisas e sentindo nostalgia de muitas outras. a areia e samba nos pés fizeram ferida andando até ipanema, cerveja, festa na praia até quase o sol nascer, gente bonita, de todo tipo, samba nas veias, mar que pega de surpresa, céu estrelado. são paulo fez falta de uma forma doce, mesmo não tendo o verde e o azul do rio de janeiro, mesmo as pessoas sendo mais frias que os cariocas. eu me senti perdida em meio a tanto movimento desconhecido, comparei os preços no mercado e as (poucas) roupas que passavam pelas ruas. tentei fazer parte daquilo, mesmo tendo o samba na veia, não consegui por inteiro. ainda.