você é tão carinhosa.
eu sou. é meu jeito. quer que eu pare? (ela pára de fazer carinho nele) você não vai achar que estou apaixonada só porque faço carinho né?
não, não pára, eu gosto.
30 dezembro, 2013
29 dezembro, 2013
24 dezembro, 2013
prefiro chamar de intimidade
criamos a rotina de nos desejar.
você chega tarde, abro a porta e ganho um beijo na boca, sentamos na sala, tentamos entrar na mesma sintonia de sorrisos e mãos que fazem carinho, o sofá nos engole, bebemos cerveja gelada ou o resto do vinho na geladeira, sinto seu cheiro de banho e cabelo lavado, gosto de ficar olhando suas mãos sujas de tinta, você fala tanto que chega a ser assustador e apaixonante. você me chama ou me leva para o quarto, diminuímos as luzes, e cada noite é uma descoberta de corpo e de vontade, uma construção de intimidade e prazer.
você começa a vestir suas roupas e eu nem posso deitar sobre seu peito nu ofegante. nem posso sentir seu abdômen durinho ou te beijar mais um pouco.
você vai embora e sempre fico olhando a movimentação das luzes de são paulo no meu teto e construindo histórias, tentando escrever sobre você, sobre suas fugas ou carências. tento entender o que você faz com meu corpo ainda molhado.
e sei que no dia seguinte talvez não nos falaremos. mas te vejo nas paredes de são paulo, no cruzamento da consolação ou na falta do meu isqueiro azul.
20 dezembro, 2013
16 dezembro, 2013
contorcionismos na cadeira
não dava pra olhar diretamente nos olhos muito menos chegar perto dele.
ela segurava suas pernas, seus braços e sua imaginação.
ela segurava suas pernas, seus braços e sua imaginação.
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