é tempo de plantar, de aproveitar todas oportunidades, de se jogar, de se perder e voltar ao eixo, de conhecer pessoas, de selecionar verdadeiros amigos (àqueles que serão eternos). é tempo de apaixonar e desapaixonar, de se entregar de corpo e alma, de quebrar a cara, de se recompor, de viver tudo intensamente. é tempo de aprender todo dia, de levar as coisas a sério mas nem tudo, de dançar a noite inteira, de apegar e desapegar às coisas, às pessoas, aos vícios. não pára, não pode parar, o tempo não pára, a cidade não pára, nada, nada. é preciso entender que love is all we need, que sorrisos e promessas falsas tem de monte, se não, o que tem de mais por aí. porém é só saber onde encontrar sorrisos sinceros e abraços quentes, onde há amor, onde há poesia e música agradável. isso também tem de monte, só é preciso encontrar.
intensidade é a palavra desse tempo, tanto no riso como na lágrima. portanto ser intenso não é sinônimo de desequilíbrio, mas até aí eu também não sei medir intensidade de uma forma equilibrada. equilíbrio talvez seja o que a humanidade morre procurando.
chega do insconciente coletivo, das aparências protegidas, das verdades-mentiras. as coisas são ou não são, só falta coragem pra assumir (e ser) a verdade. não quero saber de fitas métricas e paredes brancas, só quero ter a certeza a cada dia que há épocas, tempos, fases. hoje é minha época, meu tempo, minha fase (e acredito que pode durar eternamente) contigo.
31 março, 2009
02 março, 2009
pés sujos
muita sujeira. lixo nas ruas, nas valetas, nos canteiros. cheiro do ralo exalando 24 horas pra quem passar por ali. sol, asfalto quente, suor na pele, cheiro humano no ar, impregnado no ar. gritos comerciais, quem vende mais, quem pirateia mais, quem rouba mais. mão firme na bolsa, descer as escadas, passar por um túnel ridículo de medíocre - vergonhoso dizer que aquilo é são paulo - medo, cansaço, asco.
asco é a melhor palavra pra resumir a pior sensação de todas. sim, sinto asco por tudo isso.
é tanto cheiro que não sabe se é lixo, carniça, esgoto ou humano. e esses 34ºC paulistanos queimando tudo, deixando tudo mais intenso.
ônibus cheio, ficar de pé, mão nos canos, bolsa na frente, água quente na bolsa, suor escorrendo pelas costas, pelo peito, pelas mãos, pela testa. pés sujos, chinelos imundos. trânsito clássico em plena segunda feira na anhanguera. acabem logo essas obras! descer num ponto que esvazia o ônibus. 'ar puro', não tão denso quanto aquele lá dentro. sentia minha pele suada, grudenta, suja, sentia areia e pó nas pernas. subi a ladeira, ofegante, tentando respirar descentemente. olhei pro céu e vi um céu rosa, laranja, amarelo. ainda existe beleza nesse mundo. esqueci do asco, esqueci da falta de ar, da ladeira enorme, olhava pro céu enquanto andava, tropeçava, mas via o que me fascinava. cheguei em casa, tirei a roupa grudada no corpo poluído, cheirando lapa, cheirando gente alheia. água, ÁGUA fria, água suja descendo pelo ralo, cheiros, cheiros de sabonete, de xampu, cheiro de banho, de limpeza. ufa! colocar a roupa mais leve, tomar suco de laranja gelado, comer salada com shoyu. olhar na janela e deparar diretamente com a lua. linda, crescente, colorida, nuvens e estrelas fazendo parte do conjunto. existe beleza nesse mundo. eu sei que ainda existe! basta saber olhá-las.
asco é a melhor palavra pra resumir a pior sensação de todas. sim, sinto asco por tudo isso.
é tanto cheiro que não sabe se é lixo, carniça, esgoto ou humano. e esses 34ºC paulistanos queimando tudo, deixando tudo mais intenso.
ônibus cheio, ficar de pé, mão nos canos, bolsa na frente, água quente na bolsa, suor escorrendo pelas costas, pelo peito, pelas mãos, pela testa. pés sujos, chinelos imundos. trânsito clássico em plena segunda feira na anhanguera. acabem logo essas obras! descer num ponto que esvazia o ônibus. 'ar puro', não tão denso quanto aquele lá dentro. sentia minha pele suada, grudenta, suja, sentia areia e pó nas pernas. subi a ladeira, ofegante, tentando respirar descentemente. olhei pro céu e vi um céu rosa, laranja, amarelo. ainda existe beleza nesse mundo. esqueci do asco, esqueci da falta de ar, da ladeira enorme, olhava pro céu enquanto andava, tropeçava, mas via o que me fascinava. cheguei em casa, tirei a roupa grudada no corpo poluído, cheirando lapa, cheirando gente alheia. água, ÁGUA fria, água suja descendo pelo ralo, cheiros, cheiros de sabonete, de xampu, cheiro de banho, de limpeza. ufa! colocar a roupa mais leve, tomar suco de laranja gelado, comer salada com shoyu. olhar na janela e deparar diretamente com a lua. linda, crescente, colorida, nuvens e estrelas fazendo parte do conjunto. existe beleza nesse mundo. eu sei que ainda existe! basta saber olhá-las.
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