entre o vão grande da janela e a invasão de são paulo no quarto, conhecemo-nos. do choro triste ao riso bêbado, da dança no taco ao banho de porta aberta, pudemos nos descobrir. construir uma amizade é ter surpresa o tempo todo mas é também conversar por olhares. é amar cada defeito que nos torna tão singulares. afinal, de perto, todos temos complexos, cicatrizes e manias.
são paulo ainda será pequena para nós, amiga.
24 setembro, 2012
17 setembro, 2012
o ato de não se entregar
o coração anda tão frio que o resto do corpo tem medo de congelar junto. aí o corpo resolve a sentir saudade. corpo tem memória. sabe exatamente das mãos que gosta e o que elas fazem. na falta delas, se entrega a toques desconhecidos e perigosos. corpo prefere uma loucura, se não congela para sempre.
13 setembro, 2012
01 setembro, 2012
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