não fiz nenhuma descoberta, mas tenho afirmado isso diariamente: não posso fugir de mim mesma. por mais que eu tente e invente desculpas a mim mesma, no fim, sempre acabo na mesma resposta, com a mesma resposta.
posso esticar tudo, posso procurar nas minhas raízes, posso sentir o encantamento, porém a verdade é clara. por mais que os dias tem sido cinzas e chuvosos e minha visão-gris nao tenha discernimento o suficiente pra distinguir as cores e formas, eu cai em mim.
'eu quase digo e calo, eu quase sinto e esqueço'.
nessa constante contradição procuro meu caminho reto, procuro as ruas que contumavam me espairecer.
e agora, num desaparecer de todas as palavras, onde somente àquela imagem-cinematográfica passa em minha mente junto às mais lindas memórias, eu sinto uma convicção que está certo assim, está bom assim.
independente do antes e do depois, mas o meu presente está bom. já que todo dia é dia de salvar e ser salvo. todo dia é dia de atirar e ser o alvo.
alguém um dia me ensinou isso, e hoje carrego essas palavras cravadas em minha coleção de frases excelentes. viciei-me em coleções. viciei-me em muitas outras coisas.
e por fim, meus milhões de sorrisos diários inversos-ou-não-inversos me fazem de alguma forma acreditar em mim mesma, com todas contradições e oscilações, vícios e desvícios, palavras e vontades. isso tudo me dá um motivo a mais. é, na verdade, isso que me faz viver.
23 abril, 2008
11 abril, 2008
pausa-do-dia
numa pausa do dia, onde os pensamentos tentam vir devorar mais ainda minhas neuroses diárias, onde uma xícara de café, ou um passeio pela avenida angélica numa tarde chuvosa, simplesmente não bastam.
mente cansada, o corpo anseia por cama, os olhos fecham-se sozinhos, uma rotina agradável porém desgastante. e com tudo isso, ainda nessa pausa do dia, existe alguma sintonia. um estudo de mim, onde a corda bamba fica firme. ou nem tão firme assim, entretanto, tento.
e em algumas escapadas dessa rotina cansativa, fazem com que eu perceba o quanto vale a pena espairecer, sair pela rua cantando e dançando, sentar num bar no meio do caminho e beber uma cerveja, mesmo que seja uma, mas já é alguma coisa.
e depois de algumas interrogações, vêm respostas que não queria escutar. é pouco pra mim. ou ainda não descobri se sou eu que não faço valer a pena. por isso digo, essas pausas diárias são necessárias para meu estudo de mim.
recordo-me que alguns dias atrás, numa confusão sentimental-mental vomitei-me todas minhas neuroses, e a partir disso, a decisão veio à tona. porém conforme o decorrer das horas, após o falar sincero em meio ao contentamento de lágrimas, as decisões não foram as mesmas. porque a vida é assim mesmo, movida a tentativas!
e sem pé nem cabeça, termino dizendo que motivos mil me levam a querer tanto, mas que em poucos minutos os mesmos desaparecem. por isso fico nisso: nessa ansiedade da minha pausa diária, onde eu posso sentir e ouvir meu as estrelas .
mente cansada, o corpo anseia por cama, os olhos fecham-se sozinhos, uma rotina agradável porém desgastante. e com tudo isso, ainda nessa pausa do dia, existe alguma sintonia. um estudo de mim, onde a corda bamba fica firme. ou nem tão firme assim, entretanto, tento.
e em algumas escapadas dessa rotina cansativa, fazem com que eu perceba o quanto vale a pena espairecer, sair pela rua cantando e dançando, sentar num bar no meio do caminho e beber uma cerveja, mesmo que seja uma, mas já é alguma coisa.
e depois de algumas interrogações, vêm respostas que não queria escutar. é pouco pra mim. ou ainda não descobri se sou eu que não faço valer a pena. por isso digo, essas pausas diárias são necessárias para meu estudo de mim.
recordo-me que alguns dias atrás, numa confusão sentimental-mental vomitei-me todas minhas neuroses, e a partir disso, a decisão veio à tona. porém conforme o decorrer das horas, após o falar sincero em meio ao contentamento de lágrimas, as decisões não foram as mesmas. porque a vida é assim mesmo, movida a tentativas!
e sem pé nem cabeça, termino dizendo que motivos mil me levam a querer tanto, mas que em poucos minutos os mesmos desaparecem. por isso fico nisso: nessa ansiedade da minha pausa diária, onde eu posso sentir e ouvir meu as estrelas .
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