26 março, 2013
22 março, 2013
18 março, 2013
quando viramos nó
os membros confundem-se tanto que são como raiz.
nosso dom de parar o tempo lá fora quando as pernas se encontram é a única coisa verdadeira nesse mundo. tão verdadeiro que sustenta como raiz. continua firme quando chove, venta e neva lá fora.
a janela fica aberta para o calor do sol nos enquentar e a luz do luar invadir o quarto.
o universo parece tão pequeno para nós.
a cama parece tão grande para nós.
alguma música toca e faz melodia com o silêncio da madrugada.
e acalma o peito.
com olhos fechados enxergamos eu, você e o mundo congelado lá fora para simplesmente existirmos juntas aqui dentro.
eu não quero acordar desse sonho. tornei minha realidade.
pra louise e ryh
só gosto de nó quando me refiro a abraços.
dêem nó com seus corpos, mas não dentro do peito ou da garganta.
15 março, 2013
Receita para um amor maldigerido
“Para dores de amor, nada melhor do que leite de magnésia (…). Na maior parte das vezes, os chamados males de amor, etcétera, são distúrbios digestivos, feijões duros que não digerem, peixe estragado, entupimento. Um bom purgante fulmina a loucura do amor.”
Vargas Llosa e Xico Sá
Vargas Llosa e Xico Sá
14 março, 2013
minha condição: leveza
queria ir até o seu escritório, te levar pro banheiro, te pegar de jeito, tirar sua roupa e dizer o quanto você é linda, assim, no ouvido só pra vc escutar pertinho e te mostrar que tudo isso é muito bom se não pensarmos muito.
eu só quero que as coisas sejam leves porque é isso que quero viver agora.
eu só quero que as coisas sejam leves porque é isso que quero viver agora.
13 março, 2013
11 março, 2013
06 março, 2013
uma nova relação
tenho descoberto que essa relação por ouvido é muito instigante:
gosto de imaginar a forma de cada voz.
gosto de imaginar a forma de cada voz.
05 março, 2013
consolação: ponto de partida
era um outro quarto, outros tacos de madeira, outra cômoda bonita, outra luz quente no canto, outra janela, outra avenida lá embaixo, outra lente, outros olhos.
mas era o mesmo corpo suado, despido e registrado.
era eu.
mas era o mesmo corpo suado, despido e registrado.
era eu.
de quente já basta eu!
nasci em fevereiro, mês de carnaval, dias em que a folia sai pelos poros em forma de suor. verão tropical, confetes e amores deixados pelos blocos em cada esquina. beijos roubados quentes em corpos quentes dentro de fantasias quentes no asfalto quente debaixo do sol quente.
sou filha dessa quentura, desse fervor todo.
nasci quente.
sou quente.
sou filha dessa quentura, desse fervor todo.
nasci quente.
sou quente.
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