Ninguém mais viu
Fui eu que vi
Você dormir comigo
31 outubro, 2013
27 outubro, 2013
24 outubro, 2013
21 outubro, 2013
15 outubro, 2013
verbalização de abraços
como de costume, ela colocou a saia florida-romântica, a calcinha de renda, passou rímel e seu perfume doce. fumou vários cigarros no trânsito para amenizar a ansiedade. mandou mensagem dizendo "estou na porta" e acendeu outro cigarro. ele abriu o portão e disse pra ela entrar pela lateral da casa e descer as escadas. lá embaixo ele deu um beijo frio no rosto dela. os dois estavam nervosos, meio gelados, meio sem saber o que fazer. ele mostrou o ateliê dele, a estante de sprays, a mesa que construiu sozinho, o ventilador que achou na rua e instalou sozinho. colocou umas músicas meio eletrônicas, tão a cara dele, e ela gosta, embora só escute com ele. sentaram de frente um pro outro e acenderam um beck. foram sorrisos gostosos junto com olhos baixos vergonhosos e pernas trêmulas.
eu não consegui te abraçar porque se sentisse seu cheiro não ia resistir. você percebeu que não te abracei?
(ele fechou o olho e respirou fundo imaginando ou lembrando o cheiro dela, enquanto falava)
sim, achei você meio frio mesmo. mas entendo.
(por dentro ela estava pulando de amor pela confissão, porque ela sentiu falta do abraço)
ai, você me desculpa? quero muito te abraçar, você sabe, mas é que ...
os corpos diziam. não era preciso verbalizar. mas ele gosta de verbalizar, como ela.
antes de subir as escadas e passar pela lateral da casa, ela pediu um abraço. afinal ninguém é de ferro.
ele sorriu e a abraçou daquele jeito gostoso, nariz no cangote, mãos na cintura e o mundo inteiro dentro deles.
14 outubro, 2013
sonhar não dá frio na barriga
a gente sonha a vida inteira, e quando está prestes a tornar realidade, sentimos um medo do caralho.
10 outubro, 2013
você gosta de adiar o prazer?
quando dois corpos quase transbordam sem ao menos ser tocados.
quando um teto baixo chega a sufocar de tanta energia trocada.
quando o sorriso não sai da boca por estar ali, na sua frente, chapada.
quando o racional consegue ser mais forte que qualquer outra coisa.
quando existe o encontro de desejos.
quando existe o desencontro de tempo.
quando um teto baixo chega a sufocar de tanta energia trocada.
quando o sorriso não sai da boca por estar ali, na sua frente, chapada.
quando o racional consegue ser mais forte que qualquer outra coisa.
quando existe o encontro de desejos.
quando existe o desencontro de tempo.
03 outubro, 2013
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