eu olhava Copacabana de cima, sentia o cheiro de maresia e samba, olhava o Cristo belo e inacansável e me sentia a pessoa mais sozinha desse mundo.
solidão é a pior sensação desse mundo.
mas eu não posso deixar de viver por me sentir só.
20 novembro, 2012
15 novembro, 2012
o tal edifício
amanheceu cinza. tinha acabado de chegar uma frente fria no país. acordei cedo para ouvir meu gastro falando as mesmas coisas de sempre sobre alimentação e ansiedade. fiz o mesmo caminho, sem muita liberdade dentro das linhas de metro de são paulo, sem muito espaço e oxigênio num mesmo vagão para pensar qualquer coisa válida. saio do subsolo da cidade e me deparo com um céu branco-nublado de cegar qualquer olho sonolento. passo por cima da 23 de maio lotada de carros. atravesso e logo meus pés simplesmente entram numa rua que nunca tinham entrado só porque eles sentiram necessidade de fazer caminhos alternativos - eles sempre tem essa necessidade - e meu corpo acompanhou-os. logo no primeiro quarteirão um prédio de dois andares todo charmoso com varandas repletas de plantas me chama muito a atenção. meus olhos foram descendo encantados até avistar em cima da porta o nome do edifício. sim, aquele prédio. era o último prédio que eu queria saber a localização. a existência. o acaso insiste em coisas que não fazem sentido na minha cabeça.
07 novembro, 2012
05 novembro, 2012
toma o que é teu!
Pior que carência, é ficar com imunidade baixa e deixar qualquer vírus entrar em você e fazer o que ele quiser com seu corpo.
Afinal, alguma coisa precisa tomar conta de mim! (já que não é o amor nem a paixão nem o tesão)
Afinal, alguma coisa precisa tomar conta de mim! (já que não é o amor nem a paixão nem o tesão)
30 outubro, 2012
outra (quase) história de amor
decidi começar nossa história.
enquanto descubro seu mistério de anonimato e seus céus preferidos, junto vou construindo uma história nossa só porque seria bonita. não real.
você é desses do mundo e eu sou dessas de construir histórias de amor.
enquanto descubro seu mistério de anonimato e seus céus preferidos, junto vou construindo uma história nossa só porque seria bonita. não real.
você é desses do mundo e eu sou dessas de construir histórias de amor.
09 outubro, 2012
24 setembro, 2012
o ato de construir (relacionamentos)
entre o vão grande da janela e a invasão de são paulo no quarto, conhecemo-nos. do choro triste ao riso bêbado, da dança no taco ao banho de porta aberta, pudemos nos descobrir. construir uma amizade é ter surpresa o tempo todo mas é também conversar por olhares. é amar cada defeito que nos torna tão singulares. afinal, de perto, todos temos complexos, cicatrizes e manias.
são paulo ainda será pequena para nós, amiga.
são paulo ainda será pequena para nós, amiga.
17 setembro, 2012
o ato de não se entregar
o coração anda tão frio que o resto do corpo tem medo de congelar junto. aí o corpo resolve a sentir saudade. corpo tem memória. sabe exatamente das mãos que gosta e o que elas fazem. na falta delas, se entrega a toques desconhecidos e perigosos. corpo prefere uma loucura, se não congela para sempre.
13 setembro, 2012
01 setembro, 2012
Assinar:
Postagens (Atom)