o nordeste invadiu minha casa, meu quarto, minhas férias. invadiu meu guarda-roupa, minha cama, meu corpo. invadiu meus dias, meu carro, meu telefone. invadiu meu fogão, meu sono, minha paciência. invadiu meu sofá, minha novela, meu seriado preferido. invadiu minhas meias quentes, meu brigadeiro cremoso, meu lugar na mesa.
invadiu minha são paulo com suas palavras e assim invadiu minhas palavras.
o nordeste invadiu minha solidão.
(e ainda assim sinto-me sozinha)
31 julho, 2012
27 julho, 2012
15 julho, 2012
10 julho, 2012
08 julho, 2012
longe desse mundo
nessas madrugadas frias e molhadas, enquanto dirijo um pouco bêbada, as vezes dá vontade de ir para um outro lugar que não existe nesse mundo.
03 julho, 2012
o ato de intuir
o sangue percorre o corpo todo em segundos, o coração bomba forte demais, bochechas vermelhas - pelo nervoso ou pelo álcool ou pelos dois, tropeço na saia, subo as escadas, pernas trêmulas, sento, mexo, remexo, viro, pisco, respiro, olho, disfarço, escuto cantadas, me olho no espelho, fumo um cigarro, bebo um copo de cerveja gelada em 3 segundos e quando vi, era você passando ao meu lado.
28 junho, 2012
que o mundo inteiro saiba
Martha Medeiros já tinha me dito, mas hoje relembrou-me: a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade.
alguém tirou sua alma de seu corpo
dizia sobre ter segredos.
e percebo que quem dizia era um estranho.
não era mais você do jeito que só eu sei.
23 junho, 2012
o ato de ser corna
me vi sentada em frente aos olhos timidamente azuis, na rua dos pinheiros, comendo bombas deliciosamente francesas, e confessei que ela sempre foi minha maior e na verdade a única insegurança na minha vida, e por segundos, 2010 veio a tona e destruiu algumas certezas que guardava dentro de mim.
as coisas começam a fazer mais sentido quando as verdades são ditas sem pudores.
21 junho, 2012
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