23 abril, 2008

meus (des)vícios

não fiz nenhuma descoberta, mas tenho afirmado isso diariamente: não posso fugir de mim mesma. por mais que eu tente e invente desculpas a mim mesma, no fim, sempre acabo na mesma resposta, com a mesma resposta.
posso esticar tudo, posso procurar nas minhas raízes, posso sentir o encantamento, porém a verdade é clara. por mais que os dias tem sido cinzas e chuvosos e minha visão-gris nao tenha discernimento o suficiente pra distinguir as cores e formas, eu cai em mim.
'eu quase digo e calo, eu quase sinto e esqueço'.
nessa constante contradição procuro meu caminho reto, procuro as ruas que contumavam me espairecer.
e agora, num desaparecer de todas as palavras, onde somente àquela imagem-cinematográfica passa em minha mente junto às mais lindas memórias, eu sinto uma convicção que está certo assim, está bom assim.
independente do antes e do depois, mas o meu presente está bom. já que todo dia é dia de salvar e ser salvo. todo dia é dia de atirar e ser o alvo.
alguém um dia me ensinou isso, e hoje carrego essas palavras cravadas em minha coleção de frases excelentes. viciei-me em coleções. viciei-me em muitas outras coisas.

e por fim, meus milhões de sorrisos diários inversos-ou-não-inversos me fazem de alguma forma acreditar em mim mesma, com todas contradições e oscilações, vícios e desvícios, palavras e vontades. isso tudo me dá um motivo a mais. é, na verdade, isso que me faz viver.