24 setembro, 2009

todo dia é dia de morrer (e talvez, viver)

as vezes eu quero morrer morrer morrer.
são paulo me mata, o amor me mata, eu mesma me mato. as pessoas frias me matam, a carência me mata, esperar por alguma coisa (ou nada) me mata, ter saudade me mata, querer chorar durante dias me mata, unhas roídas e sem esmaltes me matam, dores físicas me matam, dores no coração me matam mais ainda. não ter vontade de levantar da cama me mata, levantar da cama e ter um péssimo dia me mata mais ainda. a insegurança me mata, o passado me mata, eles me matam, você me mata. esse vazio me mata, a intensidade de sentimentos de mata, meu estômago doente me mata todo o dia. ficar tanto tempo sem dançar me mata, o silêncio me mata, a rotina me mata. a preguiça diária me mata, a irresponsabilidade me mata, o transporte público lotado me mata, a falta de palavras me mata.
eu morro e renasço todo dia. na verdade, morro todo dia e renasço de vez em quando.