02 junho, 2010

nadismo

tanto a dizer mas a incapaz mente cansada (me) impossibilita de fazê-lo.
as vezes tenho a impressão que escrever não é mais o suficiente para me sentir melhor, talvez uma música ou algumas cores respingadas nas mãos me façam bem.
cansaço que consome, o sono sendo interrompido pela preocupação, pelos sonhos estranhos, o corpo parece não descansar o quanto deveria. a mente que deixou de absorver informações, visto que teve overdose de tantas palavras do Hauser, da Cristina Freire, da Rosalind Krauss, dos textos e textos que somos obrigados a ler e resenhar e entender e responder questões a respeitos deles. e justo no dia em que eu poderia sair e me entregar ao mundo, não há forças físicas e mentais. o sofá gelado parece querer companhia, a cama bagunçada com cobertor e edredon misturados parece querer me esquentar, tento não querê-los. tento descansar com um livro emprestado, ou com as fitas coloridas no papelão, mas tudo já esgotou. queria me jogar numa pista de dança qualquer e sair renovada mas nem escolher uma roupa consigo.
hoje o dia está estranho. já chorei no telefone por saudade-manhosa. já chorei de tanta dor nesse estômago-doente de ansiedade e estresse urbano.
hoje senti tudo tudo tudo. hoje quis tudo que não podia ter.
e só continuei no querer, no nada.