é tarde de domingo. na sala há livros abertos, fotos espalhadas, brinquedos no chão, louça na pia cheia de preguiça. ele de meias, bermuda e um suéter um pouco surrado. lá fora está um cinza típico de domingo-para-ficar-em-casa. no colo dele, a criança mais linda do mundo com o sorriso mais gostoso mundo (para ela). a tevê está desligada, o rádio toca alguma coisa nostálgica, algo da época em que ainda eram novos. e de longe, com sorrisos transbordantes e olhos apaixonados, ela congela aquelas risadas de cócegas e palhaçadas. congela os cachos em dobro, as peles branquinhas, os pés gordinhos escondidos pelas meias. mais um momento diário-incrível registrado para se tornar eterno, para quando ser visto, poder sentir as mesmas sensações boas de quando foi registrado. ele é um pai incrível: apaixonado. e ela, a mãe super protetora. e o dono dos pés gordinhos: a criança mais linda e mais amada do universo. totalmente acostumado com as tintas pelo chão, os clicks constantes e todo mimo dado pelos pais.
eu tive essa imagem no dia dos pais. e foi a coisa mais real que já vi. quando a gente ama e tem certeza da pessoa ao lado, todos sentimentos e planos mudam. eu decidi que quero ser mãe, eu nasci para ser mãe. e encontrei a pessoa que me dá segurança de construir uma família linda, do jeitinho que vi. consegui até escutar o som das gargalhadas gostosas e o cheirinho de almoço de domingo pós tirado da mesa. precisei registrar isso aqui porque considero muito importante registrar tudo o que vivo.