eu via o vale do anhangabaú escondido e o primeiro arranha céu de são paulo rosa e bonito. sentia o calor dos beatlemaníacos e escutava os gritos bêbados.
meu corpo cansado pedindo cama não conseguia deixar de dançar aquele ritmo dançante.
o dia terminou e começou ali: no mesmo lugar, com a mesma boa sensação.
parece que abri os olhos e já era dia. fiquei imaginando que para aqueles bailarinos que voavam através de um guindaste viram de cima tudo que era sombra ter cor. e logo vi os rostos borrados, os cabelos sujos, o lixo no chão, os sorrisos embrigados, os pés empolgados e cansados. o dia amanheceu e eu cantava que amor é tudo.
amor é tudo tudo tudo que o mundo precisa. e senti aquelas pessoas lindas me abraçando e a sensação que corria nas veias de cada um, correu no corpo de todos nós. fechei os olhos e acreditei naquele momento, acreditei no amor profundamente.
cliquei fotos mentais da primeira luz do dia, dos sorrisos bonitos que me rodeavam e dos campos de morangos que dancei e percorri, na mesma sintonia, com todas aquelas pessoas desconhecidas.