13 outubro, 2011

nossa singularidade

estava parada de frente pra janela e via os prédios verticais, intactos, escondidos pela neblina. sentia você passando por mim, contornando minhas curvas minhas cócegas minhas dores e meus desejos. cada toque uma sensação: uma lágrima, um sorriso, um suspiro.
são paulo nos viu pelo vão-quadrado da janela do quarto, escutou nossos gemidos nossas palavras nosso amor.
quando estou com você acredito em sintonia. sintonia nos pés que dançam, nas mãos que desenham, nos beijos que nos levam pra outro lugar, nos dois corpos que se tornam um.