15 novembro, 2013

uma quinta feira qualquer

sair de casa preparada para andar com currículos debaixo do braço. frei caneca, são luís, oscar freire, alameda lorena, tudo na sola dos pés. entrar em lojas só porque são bonitas, só pra conhecer mais um pouco de são paulo. perder o foco ao encontrar detalhes que só são paulo sabe que tem. o cara das luminárias, alguns mezaninos, cheiro de café. chegar em casa cansada e ter companhia para sentar no chão de taco, abrir uma brahma gelada, fumar vários cigarros até lotar o cinzeiro, pintar as unhas da mão de hippie chic e as dos pés de vermelho, escutar samba de portela até smiths (ah, hoje o dia tá tão smiths). a gente faz do jeito que somos levados a fazer. eu acredito que tudo dará certo, sem ser clichê. simplesmente porque elas dão certo quando fazemos dar certo.




véspera de feriado e eu gosto da companhia de smiths, cheiro de acetona no quarto e a marca do copo sobre a madeira.