me senti (tão) descartável.
bem que a neblina sobre são paulo mexeu comigo o dia inteiro. assim meio estranha e sem cor.
perdi minhas cores.
04 julho, 2009
02 julho, 2009
te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso...
(caiof)
(caiof)
18 junho, 2009
distância
eu vejo você se matando de perto e de longe. escuto o abrir do armário, a tampa saindo da garrafa, o copo sendo lavado e posto no mármore frio da pia. meus ouvidos doem quando escutam essa rotina algumas vezes por dia. meus olhos já nem se arriscam enxergar esse vício. meu olfato - bem dotado - sente seu cheiro de podridão, de fígado podre declarando morte. eu já joguei todas garrafas fora, já falei com palavras mansas e agressivas. pára, por favor. eu não quero perder ninguém, não posso perder você. tem muita coisa pra você assistir ainda, tanta coisa pra conhecer de mim.
cansei de chegar da rua e ter que lhe cobrir no sofá e desligar a tv. cansei das ofensas e dessa barreira infinita que existe entre eu e você. dói tanto saber que isso não vai acabar nunca, só tende a piorar.
a culpa é de ninguém e é de todo mundo, desde sempre, para sempre.
é tanta falha humana que já nem sei o que precisa ser feito. tornei-me egoísta, fria, distante, uma estranha no ninho.
a falta de amor me derruba, o vazio - cheio de coisas - me faz ir pra longe (de você). tão longe.
acho que Deus sente asco por essa situação toda, e não falta muito pra eu sentir o mesmo.
asco é um sentimento e uma palavra horríveis. (mas é uma das minhas palavras preferidas)
não quero pensar como tudo isso pode terminar um dia, só sei de uma coisa: eu nunca serei como você - embora eu tenha muito de você em mim.
cansei de chegar da rua e ter que lhe cobrir no sofá e desligar a tv. cansei das ofensas e dessa barreira infinita que existe entre eu e você. dói tanto saber que isso não vai acabar nunca, só tende a piorar.
a culpa é de ninguém e é de todo mundo, desde sempre, para sempre.
é tanta falha humana que já nem sei o que precisa ser feito. tornei-me egoísta, fria, distante, uma estranha no ninho.
a falta de amor me derruba, o vazio - cheio de coisas - me faz ir pra longe (de você). tão longe.
acho que Deus sente asco por essa situação toda, e não falta muito pra eu sentir o mesmo.
asco é um sentimento e uma palavra horríveis. (mas é uma das minhas palavras preferidas)
não quero pensar como tudo isso pode terminar um dia, só sei de uma coisa: eu nunca serei como você - embora eu tenha muito de você em mim.
06 junho, 2009
02 junho, 2009
01 junho, 2009
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