hoje me decifraram sem medidas.
disseram que irradio uma energia enorme, que atraio muita gente. disseram que sou racional e delicada. disseram que sei lidar com as coisas e com as pessoas, disseram que prezo muito o tempo, ou melhor, as histórias contruídas pelo tempo.
foram palavras sinceras que ao soarem, minha alma acalmou, repousou. é aquela coisa de você nunca saber se tá conseguindo fazer o certo (pra você).
hoje eu escutei sobre mim, e gostei.
27 outubro, 2009
26 outubro, 2009
coração racional
eu estava ali, na primeira fileira daquela platéia pequena improvisada. a um metro de distância do piano e do violino. fiquei ali, inicialmente para fazer volume no evento, mas depois dei-me conta que foi a melhor coisa sentar na primeira fileira. ao lado de toda aquela postura elitista e fingida, contive todo choro durante os romances de edward elgar, kreisler e tantos outros mestres. você estava congelando aquela melodia e aplausos longe de mim. e por instantes intensos e profundos, eu quis sair correndo atrás de você e lhe dizer todo meu amor. você é meu orgulho, meu futuro, meu sorriso, meus dias e noites. estar naquele momento com você me fez pensar em quem nós somos e o que estamos vivendo. cada toque de alma no piano e cada corda tocada do violino me fazia arrepiar por completo, eu passei a entender que aprendi a pensar com o coração. nossos corações além de sentirem, agora eles pensam, são racionais. somos emoção ainda, mas estamos amadurecendo emocionalmente.
vamos criar nossa melodia, que só nossos ouvidos ouçam porque só nós conhecemos nossa história, nosso ritmo, nosso toque (de amor).
naquela noite, eu me senti sua companheira verdadeiramente. foi tão bom saber que tenho alguém como companheiro, pra tudo e sempre. me senti completa e borbulhante de sorrisos internos que saíam em risadas altas após algumas taças de vinho.
você prometeu-me compor uma melodia chamada marcella klimuk.
mas você só não sabe que ao me tocar, todos os dias, com toques de carinho e amor, você já me faz melodia.
eu sou sua música preferida.
vamos criar nossa melodia, que só nossos ouvidos ouçam porque só nós conhecemos nossa história, nosso ritmo, nosso toque (de amor).
naquela noite, eu me senti sua companheira verdadeiramente. foi tão bom saber que tenho alguém como companheiro, pra tudo e sempre. me senti completa e borbulhante de sorrisos internos que saíam em risadas altas após algumas taças de vinho.
você prometeu-me compor uma melodia chamada marcella klimuk.
mas você só não sabe que ao me tocar, todos os dias, com toques de carinho e amor, você já me faz melodia.
eu sou sua música preferida.
15 outubro, 2009
14 outubro, 2009
13 outubro, 2009
existência
a água sempre vai pelo caminho mais fácil, concordando com a gravidade, desviando das coisas, entrando em lugares pequenos e estranhos. é o caminho mais fácil porque ela não vai contra a lei natural das coisas. porém esse caminho não é o mais curto, talvez seja o mais longo de todos até chegar onde ela precisa chegar. a gente tenta fazer do nosso jeito sempre e esquece que as coisas naturalmente tem seu ciclo. tudo na vida muda constantemente, a gente muda todo dia, de humor, de pensamento e de vontade. só é preciso estar em sintonia com as pessoas que amamos, sabendo que tudo tem seu tempo, a hora certa pra tudo. a gente precisa cair e se enganar pra levantar e ter certeza do todo o resto.
interromper o ciclo das coisas é aleijar a existência. é ir contra a gravidade e contra a si mesmo, consequentemente.
assim como uma cor isolada não é uma cor, assim como nenhum ser vivo é vivo se isolado do mundo, nós humanos, mais que qualquer coisa, não sobrevivemos sozinhos. o amor é a força pra viver. o amor é a vontade de nos tornarmos pessoas melhores e suportáveis. a gente só existe quando um outro olha pra gente.
vamos junto com a água, nos deixar levar pela gravidade natural, sem pressa, ela nos dirá qual caminho é melhor a ser seguido. vamos ser cores juntos, pessoas existentes juntas, vamos existir juntos.
interromper o ciclo das coisas é aleijar a existência. é ir contra a gravidade e contra a si mesmo, consequentemente.
assim como uma cor isolada não é uma cor, assim como nenhum ser vivo é vivo se isolado do mundo, nós humanos, mais que qualquer coisa, não sobrevivemos sozinhos. o amor é a força pra viver. o amor é a vontade de nos tornarmos pessoas melhores e suportáveis. a gente só existe quando um outro olha pra gente.
vamos junto com a água, nos deixar levar pela gravidade natural, sem pressa, ela nos dirá qual caminho é melhor a ser seguido. vamos ser cores juntos, pessoas existentes juntas, vamos existir juntos.
08 outubro, 2009
cheiro de primavera molhada
olhei a janela e vi aquela luz cinza que chega a cegar. a chuvinha caiu a madrugada inteira e continuou pelo resto do dia. escolhi uma roupa vibrante para me sentir bem, lencinho no pescoço, rímel nos cílios pra tentar esconder a madrugada mal dormida, um blush pra tirar a palidez. como todos os dias. não tinha como mudar as sensações durante o dia, o mal estar sempre presente, alguma dor física que junta-se com a dor interna. tentar prestar atenção na aula, tentar fazer algum exercício de plástica, tentar sorrir. teve parabéns, bolo com velas e brindamos com uma skol gelada em plena 11 am, aquilo me desceu bem, me fez bem. bolo de chocolate e cerveja gelada num dia frio. o frio de todos os lados me congelou internamente. tentei ficar imune aos meus pensamentos massantes, aos sentimentos que rasgam o peito. saí da rotina e fiz um caminho diferente, desci a avenida angélica a pé, em meio a chuva, com um guarda-chuva fodido, pasta na mão, mochila nas costas e um cigarro tentando ficar aceso em meio a tanta confusão. meus pés já estavam ficando gelados dentro do couro molhado da bota, mas tudo isso me fazia bem. entrei no parque buenos aires sozinha, pela primeira vez, vazio, mas eu senti cheiro de primavera molhada. andei por entre orquídeas e flores amarelas no chão. eu precisava ver coisas bonitas, acreditar na beleza natural das coisas. desci até a são joão a pé, molhada, espairecida, confiante. esperei meu ônibus debaixo do elevado, aquele frio gelado que passa descabelando e refrescando a alma. o cheiro de são paulo molhada é um cheiro até que bom. meu corpo pedia conforto, mas eu me sentia bem naquela situação. por mim andaria pelas ruas paulistanas enxarcadas de poças e merdas desfeitas na calçada. só pra conseguir alinhar os pensamentos e sentir são paulo até me enjoar.
07 outubro, 2009
afogamento
era um dia quente.
transpiração, respiração, mais transpiração, ansiedade, agonia, cansaço. o calor intensifica as sensações. sabia que ia chover, mas os pés estavam descobertos e o guarda-chuva não estava na bolsa. livre. caminhar pelas ruas e pingos gelados, pra assistir um filme sobre amor, sobre são paulo, sobre desilusões. combo de pipoca com guaraná, baratas saindo pelos bueiros, esgoto no pé, ônibus cheio, vidros fechados. tudo fodido. fodido pra caralho. esse desgaste urbano que faz a gente querer desistir de tudo. mas é ao mesmo tempo esse amor por são paulo molhada e caótica que nos faz sair de casa e enfrentarmos todo dia a mesma coisa, o mesmo cansaço, a mesma brutalidade. é a beleza da verticalidade, das luzes entre os prédios e torres. da diversidade nas ruas, a contradição nas calçadas, nos muros. a mudança rápida, amanhã já é diferente, amanhã já virou passado. tudo passa apressado, e apressado.
as noites viradas, a poesia bonita na estante empoeirada no velho sebo do 2º andar, a vista panorâmica cinza, as escadas por fora dos prédios, barulho, barulho, barulho.
a cidade enlouquece, não tem dó, judia, massacra, te afoga.
transpiração, respiração, mais transpiração, ansiedade, agonia, cansaço. o calor intensifica as sensações. sabia que ia chover, mas os pés estavam descobertos e o guarda-chuva não estava na bolsa. livre. caminhar pelas ruas e pingos gelados, pra assistir um filme sobre amor, sobre são paulo, sobre desilusões. combo de pipoca com guaraná, baratas saindo pelos bueiros, esgoto no pé, ônibus cheio, vidros fechados. tudo fodido. fodido pra caralho. esse desgaste urbano que faz a gente querer desistir de tudo. mas é ao mesmo tempo esse amor por são paulo molhada e caótica que nos faz sair de casa e enfrentarmos todo dia a mesma coisa, o mesmo cansaço, a mesma brutalidade. é a beleza da verticalidade, das luzes entre os prédios e torres. da diversidade nas ruas, a contradição nas calçadas, nos muros. a mudança rápida, amanhã já é diferente, amanhã já virou passado. tudo passa apressado, e apressado.
as noites viradas, a poesia bonita na estante empoeirada no velho sebo do 2º andar, a vista panorâmica cinza, as escadas por fora dos prédios, barulho, barulho, barulho.
a cidade enlouquece, não tem dó, judia, massacra, te afoga.
03 outubro, 2009
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