19 janeiro, 2014

qual nossa segurança?

não temos nossos corações, talvez nem nossas mentes.
preferimos nossos corpos. 
entregamos nossos corpos que naturalmente se encontraram. e se viciaram.
não temos posse do corpo um do outro, embora seja nossa única segurança: sua pele desejar a minha, minha pele desejar a sua.


não podemos ter além disso.

15 janeiro, 2014

o autoboicote

talvez eu procure amores impossíveis para não me apaixonar nem ter um relacionamento de verdade. talvez eu ainda não tenha superado aquele tal amor.

preciso parar de me boicotar.

sabe qual o problema?

pele vicia.

02 janeiro, 2014

eu amo você



tim maia na voz de céu é para arrepiar.

os amantes merecem um dicionário

existem pessoas que nasceram para ser amante.
isso não as torna desapaixonantes, anti-românticas, poligâmicas ou descartáveis. na verdade, são pessoas singulares e apaixonantes de uma forma especial, que faz valer a pena cada saliva ou sêmen trocado ou pensamento diário. são pessoas românticas capazes de amar muito, amar tanto que se submetem à situações dolorosas e arriscadas. são pessoas livres e desapegadas, que gostam de viver intensamente tensão com tesão. são pessoas que não gostam de rotina mas vivem (e respeitam) a rotina do outro.

ser amante é um dom.

30 dezembro, 2013

queremos enganar a quem?

você é tão carinhosa.
eu sou. é meu jeito. quer que eu pare? (ela pára de fazer carinho nele) você não vai achar que estou apaixonada só porque faço carinho né?
não, não pára, eu gosto.

29 dezembro, 2013

caminhando para o fim

esse natal foi o primeiro que passei sem você, depois de 5 anos juntos.

24 dezembro, 2013

prefiro chamar de intimidade

criamos a rotina de nos desejar.
você chega tarde, abro a porta e ganho um beijo na boca, sentamos na sala, tentamos entrar na mesma sintonia de sorrisos e mãos que fazem carinho, o sofá nos engole, bebemos cerveja gelada ou o resto do vinho na geladeira, sinto seu cheiro de banho e cabelo lavado, gosto de ficar olhando suas mãos sujas de tinta, você fala tanto que chega a ser assustador e apaixonante. você me chama ou me leva para o quarto, diminuímos as luzes, e cada noite é uma descoberta de corpo e de vontade, uma construção de intimidade e prazer.
você começa a vestir suas roupas e eu nem posso deitar sobre seu peito nu ofegante. nem posso sentir seu abdômen durinho ou te beijar mais um pouco.
você vai embora e sempre fico olhando a movimentação das luzes de são paulo no meu teto e construindo histórias, tentando escrever sobre você, sobre suas fugas ou carências. tento entender o que você faz com meu corpo ainda molhado.
e sei que no dia seguinte talvez não nos falaremos. mas te vejo nas paredes de são paulo, no cruzamento da consolação ou na falta do meu isqueiro azul.

20 dezembro, 2013

dilema:

as pessoas deviam saber o que causam nas outras ou não?

16 dezembro, 2013

contorcionismos na cadeira

não dava pra olhar diretamente nos olhos muito menos chegar perto dele.
ela segurava suas pernas, seus braços e sua imaginação.