07 dezembro, 2009
03 dezembro, 2009
fuga
hoje tive medo da cor do céu, tive medo dos raios e da tempestade. tive medo ao assistir a porra do jornal e me atualizar apenas das desgraças: dos tornados no rio grande do sul, do piscinão no taboão da serra, dos alagamentos constantes em são paulo, das pessoas soterradas, da mãe que acorrenta o próprio filho na própria casa, do empresário pedófilo de 74 anos que comia 3 menininhas no motel. caralho que mundo é esse? quem são esses monstros que vivem no meio da gente?
eu só consegui pensar em fugir disso, fugir de são paulo e do trânsito, fugir do barulho e das enchentes. pensei em pegar minhas tintas, minhas fotos, minhas palavras e livros e fugir pra algum lugar bem longe, tranquilo, deserto. fugir não por covardia, só tenho medo de me tornar alguém que não quero ser em meio a essa loucura. hoje minha médica perguntou se queria tomar calmante, não eu não quero calmante! eu vou saber me equilibrar, só preciso de tempo. mas não depende só de mim, o mundo a minha volta influencia em tudo isso. ah, eu até consigo imaginar areia branca e mar azul, uma casinha de madeira, o gabriel bolando um cigarrinho de palha e eu assando uma lagosta pra gente. mas sabe qual é o pior de tudo? eu sempre sentirei falta dessa merda caótica que se chama são paulo.
eu só consegui pensar em fugir disso, fugir de são paulo e do trânsito, fugir do barulho e das enchentes. pensei em pegar minhas tintas, minhas fotos, minhas palavras e livros e fugir pra algum lugar bem longe, tranquilo, deserto. fugir não por covardia, só tenho medo de me tornar alguém que não quero ser em meio a essa loucura. hoje minha médica perguntou se queria tomar calmante, não eu não quero calmante! eu vou saber me equilibrar, só preciso de tempo. mas não depende só de mim, o mundo a minha volta influencia em tudo isso. ah, eu até consigo imaginar areia branca e mar azul, uma casinha de madeira, o gabriel bolando um cigarrinho de palha e eu assando uma lagosta pra gente. mas sabe qual é o pior de tudo? eu sempre sentirei falta dessa merda caótica que se chama são paulo.
12 novembro, 2009
desfalecimento
eu comecei a entender que o corpo é muito fraco. adoece, envelhece, absorve todo o ruim do externo; e por isso as dores de estômago, as enxaquecas terríveis, a queda de cabelo exagerada, o sono pesado. parece que a mente e o coração suportam as dores, as sensações, os sentimentos e as loucuras, mas o corpo não. desfalece.
08 novembro, 2009
06 novembro, 2009
27 outubro, 2009
hoje me decifraram sem medidas.
disseram que irradio uma energia enorme, que atraio muita gente. disseram que sou racional e delicada. disseram que sei lidar com as coisas e com as pessoas, disseram que prezo muito o tempo, ou melhor, as histórias contruídas pelo tempo.
foram palavras sinceras que ao soarem, minha alma acalmou, repousou. é aquela coisa de você nunca saber se tá conseguindo fazer o certo (pra você).
hoje eu escutei sobre mim, e gostei.
disseram que irradio uma energia enorme, que atraio muita gente. disseram que sou racional e delicada. disseram que sei lidar com as coisas e com as pessoas, disseram que prezo muito o tempo, ou melhor, as histórias contruídas pelo tempo.
foram palavras sinceras que ao soarem, minha alma acalmou, repousou. é aquela coisa de você nunca saber se tá conseguindo fazer o certo (pra você).
hoje eu escutei sobre mim, e gostei.
26 outubro, 2009
coração racional
eu estava ali, na primeira fileira daquela platéia pequena improvisada. a um metro de distância do piano e do violino. fiquei ali, inicialmente para fazer volume no evento, mas depois dei-me conta que foi a melhor coisa sentar na primeira fileira. ao lado de toda aquela postura elitista e fingida, contive todo choro durante os romances de edward elgar, kreisler e tantos outros mestres. você estava congelando aquela melodia e aplausos longe de mim. e por instantes intensos e profundos, eu quis sair correndo atrás de você e lhe dizer todo meu amor. você é meu orgulho, meu futuro, meu sorriso, meus dias e noites. estar naquele momento com você me fez pensar em quem nós somos e o que estamos vivendo. cada toque de alma no piano e cada corda tocada do violino me fazia arrepiar por completo, eu passei a entender que aprendi a pensar com o coração. nossos corações além de sentirem, agora eles pensam, são racionais. somos emoção ainda, mas estamos amadurecendo emocionalmente.
vamos criar nossa melodia, que só nossos ouvidos ouçam porque só nós conhecemos nossa história, nosso ritmo, nosso toque (de amor).
naquela noite, eu me senti sua companheira verdadeiramente. foi tão bom saber que tenho alguém como companheiro, pra tudo e sempre. me senti completa e borbulhante de sorrisos internos que saíam em risadas altas após algumas taças de vinho.
você prometeu-me compor uma melodia chamada marcella klimuk.
mas você só não sabe que ao me tocar, todos os dias, com toques de carinho e amor, você já me faz melodia.
eu sou sua música preferida.
vamos criar nossa melodia, que só nossos ouvidos ouçam porque só nós conhecemos nossa história, nosso ritmo, nosso toque (de amor).
naquela noite, eu me senti sua companheira verdadeiramente. foi tão bom saber que tenho alguém como companheiro, pra tudo e sempre. me senti completa e borbulhante de sorrisos internos que saíam em risadas altas após algumas taças de vinho.
você prometeu-me compor uma melodia chamada marcella klimuk.
mas você só não sabe que ao me tocar, todos os dias, com toques de carinho e amor, você já me faz melodia.
eu sou sua música preferida.
15 outubro, 2009
14 outubro, 2009
13 outubro, 2009
existência
a água sempre vai pelo caminho mais fácil, concordando com a gravidade, desviando das coisas, entrando em lugares pequenos e estranhos. é o caminho mais fácil porque ela não vai contra a lei natural das coisas. porém esse caminho não é o mais curto, talvez seja o mais longo de todos até chegar onde ela precisa chegar. a gente tenta fazer do nosso jeito sempre e esquece que as coisas naturalmente tem seu ciclo. tudo na vida muda constantemente, a gente muda todo dia, de humor, de pensamento e de vontade. só é preciso estar em sintonia com as pessoas que amamos, sabendo que tudo tem seu tempo, a hora certa pra tudo. a gente precisa cair e se enganar pra levantar e ter certeza do todo o resto.
interromper o ciclo das coisas é aleijar a existência. é ir contra a gravidade e contra a si mesmo, consequentemente.
assim como uma cor isolada não é uma cor, assim como nenhum ser vivo é vivo se isolado do mundo, nós humanos, mais que qualquer coisa, não sobrevivemos sozinhos. o amor é a força pra viver. o amor é a vontade de nos tornarmos pessoas melhores e suportáveis. a gente só existe quando um outro olha pra gente.
vamos junto com a água, nos deixar levar pela gravidade natural, sem pressa, ela nos dirá qual caminho é melhor a ser seguido. vamos ser cores juntos, pessoas existentes juntas, vamos existir juntos.
interromper o ciclo das coisas é aleijar a existência. é ir contra a gravidade e contra a si mesmo, consequentemente.
assim como uma cor isolada não é uma cor, assim como nenhum ser vivo é vivo se isolado do mundo, nós humanos, mais que qualquer coisa, não sobrevivemos sozinhos. o amor é a força pra viver. o amor é a vontade de nos tornarmos pessoas melhores e suportáveis. a gente só existe quando um outro olha pra gente.
vamos junto com a água, nos deixar levar pela gravidade natural, sem pressa, ela nos dirá qual caminho é melhor a ser seguido. vamos ser cores juntos, pessoas existentes juntas, vamos existir juntos.
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