é como na tela de cinema
preciso de um molho de chaves simbolizando meu esquecimento, àquele que posso jogar num pote junto a tantas outras histórias que são apenas histórias esquecidas contadas por um dono de bar.
e numa rotina nova, com cigarros feitos a mão, muito frio, tortas de amora e bocas sujas, um sentimento é brotado.
não é apenas mais uma clichê história hollywoodiana, e sim, algo real. tão real que me vi nela.
só é preciso comprar uma torta de amora e comê-la todas as noites que encontro àquele que me faz sentir tão bem ao lado.
que me faça sentir viva como uma dançarina.
onde os dias que se passam ao seu lado, tornam-se tão curtos e rápidos por ser tão bons.
é triste a saudade que existe, mas é boa quando matada.
é quase tão necessário quanto a rotina de trabalho, estudos e família.
é tão necessário quanto um sorriso, já que é o causador de milhões de sorrisos diários (seja lá qual for a forma de tirá-los da minha boca).
até chico buarque soube dizer, junto com a mais simples sintonia. e jorge ben jor soube presenciar e tocar junto à realidade, se é que alguém me entende.
mas logo digo, as pessoas não sabem. não sabem de nada.
não há fotos que registrem os sorrisos e a rotina necessária, e são poucos os dias vividos, mas são tão válidos quanto uma vida inteira.
é assim intenso e real.
onde um sofá diz tanta coisa, onde uma rua tão suja de são paulo signifique tantas coisas.
onde as noites tornam-se tão coloridas, my blueberry nights.