18 agosto, 2008

um bucado de mim

a confusão insiste mesmo em mentes ocupadas.
é chegar em casa e não ter aquela paz tanto almejada.
são coisas que misturam-se, ficam distorcidas, feias, doloridas. depois tornam-se tão distantes, quase perdidas (será que existe em pensamento ainda ?), e como um ciclo, tende a ficar perto, às vezes 'perto demais'.
é real? isso não está claro, o presente e o passado parecem um só, ou seria um mundo pararelo no qual imaginei tudo?
parecia tão real, senti tão intensamente, toquei, respirei o mesmo ar, apertei aquelas mãos frias, escutei aquelas músicas que definem alguém, várias e várias vezes. misturei as cores e elas insistiam em formar sua imagem.
talvez eu não tenha mais aquela certeza, algumas coisas mudaram (bastante).

entretanto, aprendi que as pessoas se encontram e se perdem, é algo tão natural como beber água e ir almoçar. o amor disacelera e acelera incansavelmente, repentinamente, aí que nos encontramos por algumas muitas vezes. e faz disso tão estranho, tão bizarro.
porém, são das coisas bizarramente estranhas que realmente nos apaixonamos e almejamos.
isso eu não quero e nem pretendo entender, só preciso viver.
preciso tanto viver.

'Mas vai e antes de ir embora leva
Leva bucado de mim'
(3 na massa)