As janelas se abriram. o sereno entrou resfriando o quarto, e no meio de almofadas brancas, edredon vermelho e amor, sentia-se aquele cheiro de orvalho. acendeu-se um incenso, sândalo, misturando cheiros que davam sensações. aquele verde, o amarelo na rua, o azul escuro no céu, o Sol escondido querendo raiar, os pássaros querendo acordar. tudo numa sintonia. e dentro do quarto havia outra sintonia: aqueous transmission ou calcanhotto, nos definindo em melodias suaves, toques suaves, sereno, chão, verde. pernas de fora, uma blusa qualquer, poses envergonhadas, registros da varanda amanhecendo, narizes, risos (eternos), cama aconchegante.
Clareia minha vida, amor, no olhar! clareia todo dia, me acorde toda manhã, me mime, me diz coisas que só voce sabe dizer com o sotaque mais apaixonante.
não quero fechar as janelas, não quero arrumar a cama, gosto da sua cara de sono, do seu caos calmo, do pão com manteiga derretida e queijo, gosto do gato, das conversas que quebram o silêncio matinal, das batidas na porta, da correria do seu dia a dia. eu quero tanto fazer parte disso, posso? prometo aprender a tomar leite em copos grandes. prometo porque não juramos!
você tem todos meu sorrisos (secretos), guardados numa caixinha ou mil deles que você me rouba quando estou ao seu lado. milhões milhões!
tell me what we gonna do now (no nosso mundo).
as janelas não se fecharam, sei que elas ainda estão entreabertas pra eu poder entrar sempre que quiser.