o coração bate apertado e buenos aires tá lá longe, sempre linda e cheia do mundo. a saudade fica de um jeito doce e quente. a gente tenta voltar a nossa rotina de merda mas a varanda insiste em aparecer, assim como o sofá de couro na salinha dos fumantes, os litros de quilmes, weezer ou kings of leon que tocaram numa tarde qualquer, nos fast-food, na rua florida, nos parques e ruas largas, nos cafés da manhã lotados e os bancos de madeira, o movimento constante, diário, intenso de pessoas, sensações, coisas. talvez aquele calor todo faça a gente delirar, mas sei que foi real. meus pés sentiram as ruas quentes de buenos aires e meus olhos viram cada detalhe dos prédios, das casinhas, das pessoas bonitas e bêbadas. eu senti os ares.
e hoje o coração bate apertado com vontade de sentir os 35ºC nas costas e respirar os bons ares. novamente.