04 janeiro, 2010

rio de janeiro


rio de janeiro é uma contradição enorme. a primeira impressão não é a que fica. vivi no aperto de copacabana cinco dias intensos com chuva, sol e areia nos pés. andei copacabana inteira até ipanema, subi o morro pra ver o cristo de perto, suei todos os pecados de 2009 pelo corpo inteiro e senti rio de janeiro até o talo. senti o samba no ar, escutei chico buarque e vinicius o tempo todo e entendi a poesia deles. dá vontade de fazer samba e amor até mais tarde. bares lotados e cerveja na mesa até quando eu estava tomando café da manhã, buzinas e polícias na rua ao primeiro olhar do dia pela janela. tudo muito intenso, agitado, lindo. os fogos bonitos e estrondosos faziam meus olhos brilharem, todos aplaudiam e gritavam e eu gritei e aplaudi junto, não sei se pelo ano que passou ou se pelo que estava vindo, mas eram todas sensações juntas. numa mão o champanhe e na outra, todo amor concentrado em duas mãos que se apertavam demais, desejando as mesmas coisas e sentindo nostalgia de muitas outras. a areia e samba nos pés fizeram ferida andando até ipanema, cerveja, festa na praia até quase o sol nascer, gente bonita, de todo tipo, samba nas veias, mar que pega de surpresa, céu estrelado. são paulo fez falta de uma forma doce, mesmo não tendo o verde e o azul do rio de janeiro, mesmo as pessoas sendo mais frias que os cariocas. eu me senti perdida em meio a tanto movimento desconhecido, comparei os preços no mercado e as (poucas) roupas que passavam pelas ruas. tentei fazer parte daquilo, mesmo tendo o samba na veia, não consegui por inteiro. ainda.