um dia desses tive tantas certezas quase que juntas que foram capazes de me tirar o fôlego. não só pelo fato de ter bebido algumas já, mas pela sincronia. pelo movimento. pelos assuntos. e nos olhos-cheios-d'água aos cigarros fumados, nas conversas paralelas entre o mudar de clima fim-de-tarde ao comecinho frio de uma noite típica paulista foram se tornando uma mesma conversa, um mesmo assunto. não por falta de educação de querer escutar conversas alheias, porem pelos ouvidos aguçados e sedentos por assuntos interessantes. e após alguns brindes e experiências trocadas, confirmações vieram à tona.
como aquelas em que sabemos que o universo fala conosco através das estrelas - 'ora, pois, direis ouvir estrelas, pois só quem ama é capaz de ouvir e entender as estrelas' - e nossos queridos amigos o sabem bem.
até aquelas em que sabemos que estamos no lugar certo, por mais que sejamos animais ( ou pelo menos a ciência diz ), temos alma. vivemos da poesia, das formas e cores, da sincronia em que há entre todo tipo de arte. temos alma ao sentar numa mesa de bar das 3 da tarde até quase as 7 da noite, sem faltar assunto, sem faltar amor, sem falar o sentimento de parceria.
e no meio de confissões, de nostalgias que ficaram tão vagas e de vontades que infelizmente não podemos mais ter, sabemos da nossa verdade. da minha verdade.
da minha auto-suficiência que contradiz com meu desequilibrio momentâneo, mas que em tardes como essas, me recomponho novamente.
e por mais que os dias seguintes sejam ruins ao ponto de quase me fazerem chorar, sinto os mesmos bons sentimentos daquela tarde. afinal, a companhia era única.
e na mesma sinceridade da conversa, estou aqui sendo sincera comigo numa noite de domingo sem sono pensando no amanhã e no quem virá junto com ele.
e num alivio imensurável, digo com toda certeza e honestidade, sem roubo de palavras, mas apenas em idéias trocadas, eu sinto, afinal, tenho alma.
31 março, 2008
26 março, 2008
minha confissão .
can I have you ?
me deparo com uma ambiguidade que me leva além dos pensamentos-paradoxos.
de um lado, é fato o que tenho, quem tenho e a intensidade que tenho.
intensidade que me faz delirar só de lembrar, mas que ao mesmo tempo, me faz pensar se posso ter algo tão intenso.
é desse outro lado, que a dúvida ou a insegurança me fazem perder a cabeça numa coisa que parece ser tão sutil.
mas apenas eu mesma, somente eu, entenderei o verdadeiro sentido da confusão-psicológica.
talvez não sinto tudo o que realmente sempre quis sentir, e ilusão a minha foi achar, na verdade, ter quase certeza que tinha conseguido sentir da maior e melhor maneira.
e numa rotina que me alegra e ao mesmo tempo me deixa tão desgastada, me fez perceber que ainda era tudo muito cedo. mas como tudo, o tempo é relativo. e me pergunto o que é considerado tarde ou cedo na minha vida. e por mais que eu tente, percebi que o problema não está no tempo, na intensidade ou em alguém, está em mim.
está nos meus pensamentos-cotidianos-automáticos que me incomodam absurdamente. sem eu perceber, encontro-me perturbada e confusa.
sim, eu cheguei ao ponto de assumir (finalmente) que talvez não sou essa pessoa equilibrada que acham que sou. tenho minhas recaídas ( e muitas ) e meu desequilíbrio é visível.
e nesse desequilíbrio mental-sentimental confessado (vergonhasamente) o final de um texto perdeu-se. ou talvez não tenha conclusão para algo tão verdadeiro e perturbador.
me deparo com uma ambiguidade que me leva além dos pensamentos-paradoxos.
de um lado, é fato o que tenho, quem tenho e a intensidade que tenho.
intensidade que me faz delirar só de lembrar, mas que ao mesmo tempo, me faz pensar se posso ter algo tão intenso.
é desse outro lado, que a dúvida ou a insegurança me fazem perder a cabeça numa coisa que parece ser tão sutil.
mas apenas eu mesma, somente eu, entenderei o verdadeiro sentido da confusão-psicológica.
talvez não sinto tudo o que realmente sempre quis sentir, e ilusão a minha foi achar, na verdade, ter quase certeza que tinha conseguido sentir da maior e melhor maneira.
e numa rotina que me alegra e ao mesmo tempo me deixa tão desgastada, me fez perceber que ainda era tudo muito cedo. mas como tudo, o tempo é relativo. e me pergunto o que é considerado tarde ou cedo na minha vida. e por mais que eu tente, percebi que o problema não está no tempo, na intensidade ou em alguém, está em mim.
está nos meus pensamentos-cotidianos-automáticos que me incomodam absurdamente. sem eu perceber, encontro-me perturbada e confusa.
sim, eu cheguei ao ponto de assumir (finalmente) que talvez não sou essa pessoa equilibrada que acham que sou. tenho minhas recaídas ( e muitas ) e meu desequilíbrio é visível.
e nesse desequilíbrio mental-sentimental confessado (vergonhasamente) o final de um texto perdeu-se. ou talvez não tenha conclusão para algo tão verdadeiro e perturbador.
12 março, 2008
03 março, 2008
minha rotina-alternada .
odeio rotina.
quem me conhece, sabe .
mas há um certo momento que não nos damos conta de que fazemos parte da rotina, não que eu faça parte dela, mas ela de mim.
tento sair dela nos caminhos alternativos que faço, nos onibus diferentes que tomo, no outro lado da calçada que ando, nas ligações inusitadas que disco, nos sorrisos matinais que mando, nas músicas escutadas (...), qualquer coisa que não me faça sentir cansada depois.
mesmo que eu ande o dobro a mais, não me importo, ver as nuvens tão de perto e sentir a brisa do fim da tarde me fazem sentir melhor, me tornam uma pessoa melhor.
mesmo que o trem às 7 da manhã me mate de tanto desgosto, e a Sé me faça me sentir uma formiga no meio de um formigueiro, cheio de predadores e outros insetos malvados, e mesmo eu vendo pessoas brigando, aproveitando, empurrando, conseguem (às vezes) me tirar de mim mesma, ao ponto de querer chorar em meio a multidão de tanto desprezo que sinto pela humanidade. e até de mim mesma, porque sei que faço parte dela. todas com seus fones de ouvidos, tão egoístas, tão individuais. e por mais que eu esteja com os meus também, observo todos, reparo em todos, ainda mais que esteja lutando contra meus olhos quase fechados de sono. não que eu seja melhor que eles, mas eu ainda sinto. sinto muito. queria poder mudar essa parte da minha rotina matinal. não queria me entristecer logo de manhã, as vezes penso que deixar meus olhos fechados seria melhor, viveria melhor. mas assim, perderia as coisas boas, que ainda existem também. então conclui que, por mais que a realidade seja como ela é, ela é assim simplesmente. tudo é ruim, tudo é bom.
prefiro viver minha vida, ter meus caminhos alternados, ter infelizmente que sentir todas partes dos corpos alheios nos trens-estupidamente-lotados de manhã, ter meus sorrisos guardados, mas que no fim do dia, são liberados, e da melhor forma. e no fim do dia, ter com quem falar no telefone ou abraçar, ter um banho prolongado de água fria, ter poucas estrelas no céu que mesmo sendo poucas, me tiram sorrisos.
e assim vai, vivendo a vida, com a melhor trilha sonora de fundo, sentindo cada batida, cada palavra ou grito. estar em meio à multidão, mas conseguir lembrar de bons momentos, de perfumes e gostos. de manias e épocas.
a vida é bela do jeito estranho que ela é. do jeito caótico e barulhento que ela é.
apenas vive.
quem me conhece, sabe .
mas há um certo momento que não nos damos conta de que fazemos parte da rotina, não que eu faça parte dela, mas ela de mim.
tento sair dela nos caminhos alternativos que faço, nos onibus diferentes que tomo, no outro lado da calçada que ando, nas ligações inusitadas que disco, nos sorrisos matinais que mando, nas músicas escutadas (...), qualquer coisa que não me faça sentir cansada depois.
mesmo que eu ande o dobro a mais, não me importo, ver as nuvens tão de perto e sentir a brisa do fim da tarde me fazem sentir melhor, me tornam uma pessoa melhor.
mesmo que o trem às 7 da manhã me mate de tanto desgosto, e a Sé me faça me sentir uma formiga no meio de um formigueiro, cheio de predadores e outros insetos malvados, e mesmo eu vendo pessoas brigando, aproveitando, empurrando, conseguem (às vezes) me tirar de mim mesma, ao ponto de querer chorar em meio a multidão de tanto desprezo que sinto pela humanidade. e até de mim mesma, porque sei que faço parte dela. todas com seus fones de ouvidos, tão egoístas, tão individuais. e por mais que eu esteja com os meus também, observo todos, reparo em todos, ainda mais que esteja lutando contra meus olhos quase fechados de sono. não que eu seja melhor que eles, mas eu ainda sinto. sinto muito. queria poder mudar essa parte da minha rotina matinal. não queria me entristecer logo de manhã, as vezes penso que deixar meus olhos fechados seria melhor, viveria melhor. mas assim, perderia as coisas boas, que ainda existem também. então conclui que, por mais que a realidade seja como ela é, ela é assim simplesmente. tudo é ruim, tudo é bom.
prefiro viver minha vida, ter meus caminhos alternados, ter infelizmente que sentir todas partes dos corpos alheios nos trens-estupidamente-lotados de manhã, ter meus sorrisos guardados, mas que no fim do dia, são liberados, e da melhor forma. e no fim do dia, ter com quem falar no telefone ou abraçar, ter um banho prolongado de água fria, ter poucas estrelas no céu que mesmo sendo poucas, me tiram sorrisos.
e assim vai, vivendo a vida, com a melhor trilha sonora de fundo, sentindo cada batida, cada palavra ou grito. estar em meio à multidão, mas conseguir lembrar de bons momentos, de perfumes e gostos. de manias e épocas.
a vida é bela do jeito estranho que ela é. do jeito caótico e barulhento que ela é.
apenas vive.
17 fevereiro, 2008
imaginação do real que não é real
pensei que teria alguma diferença esse dia na minha vida, mas percebi que só foi mais um dentre todos caóticos. até pior, na verdade. ou talvez por eu ser tão tola ao esperar algumas-coisas-óbvias. e pra ser mais clara a realidade, fui detida por tomar minhas atitudes (pequenas), como se um ano a mais ou um ano a menos não fizesse a mínima diferença.
mas enfim, é ela, a única pessoa no mundo que ainda consegue me tirar um sentimento dentro desse coração-frio. que consegue fazer jorrar água desses olhos desérticos.
e talvez, ela seja a única mesmo que pode fazê-lo.
e como se não bastasse, entra minha idealização-imaginação.
como se o (quase perfeito) real não fosse real, e os meus mais profundos desejos fossem a realidade.
tento afagar a falta do que nunca teve, de quem nunca esteve (ou esteve por tão pouco tempo).
por isso grito ao meio de travesseiros, para ninguém descobrir ou ouvir.
'sou a causa ou sei o por quê?'
e nos pensamentos soltos, nos emails mandados, nas músicas que fazem mais sentido que o normal, nas palavras (tão) pessoais e confessadas, faço minha (quase) refeição do dia com uma caneca de nescafé gelado numa tentativa de que meus olhos vermelhos leiam as coisas certas, para que eu não sinta à toa (de novo).
e nessa luta real/não real, só peço que você me guie para a segurança.
só assim saberei que esperar/mudar/esquecer valeu, de fato, a pena.
i won't wait forever.
mas enfim, é ela, a única pessoa no mundo que ainda consegue me tirar um sentimento dentro desse coração-frio. que consegue fazer jorrar água desses olhos desérticos.
e talvez, ela seja a única mesmo que pode fazê-lo.
e como se não bastasse, entra minha idealização-imaginação.
como se o (quase perfeito) real não fosse real, e os meus mais profundos desejos fossem a realidade.
tento afagar a falta do que nunca teve, de quem nunca esteve (ou esteve por tão pouco tempo).
por isso grito ao meio de travesseiros, para ninguém descobrir ou ouvir.
'sou a causa ou sei o por quê?'
e nos pensamentos soltos, nos emails mandados, nas músicas que fazem mais sentido que o normal, nas palavras (tão) pessoais e confessadas, faço minha (quase) refeição do dia com uma caneca de nescafé gelado numa tentativa de que meus olhos vermelhos leiam as coisas certas, para que eu não sinta à toa (de novo).
e nessa luta real/não real, só peço que você me guie para a segurança.
só assim saberei que esperar/mudar/esquecer valeu, de fato, a pena.
i won't wait forever.
13 fevereiro, 2008
minha outra pessoa .
será que alguém é capaz de me desequilibrar?
o meu jeito de ver as coisas como elas são, meus pensamentos (só meus), minhas chatices-neuróticas, minhas neuroses-chatas, minhas manias-irritantes (...)
e que agora, por um instante, perco-me nos muitos momentos que tive
como se estivesse saindo dos esquadros, saindo de mim mesma.
tudo isso porque 'eu quase digo e calo, eu quase sinto e esqueço'
esse desequilíbrio tem um nome (?)
é quando o alguém do seu lado faz você ver as coisas de outro jeito, não melhor nem pior, apenas diferente. te fala coisas que te levam pro alto, mostram a claridade do que é real.
como meu alguém mesmo disse, todo dia é dia de sentir algo.
é esse sentimento-desequilibrador que me transforma em alguma pessoa que desconheço.
o meu jeito de ver as coisas como elas são, meus pensamentos (só meus), minhas chatices-neuróticas, minhas neuroses-chatas, minhas manias-irritantes (...)
e que agora, por um instante, perco-me nos muitos momentos que tive
como se estivesse saindo dos esquadros, saindo de mim mesma.
tudo isso porque 'eu quase digo e calo, eu quase sinto e esqueço'
esse desequilíbrio tem um nome (?)
é quando o alguém do seu lado faz você ver as coisas de outro jeito, não melhor nem pior, apenas diferente. te fala coisas que te levam pro alto, mostram a claridade do que é real.
como meu alguém mesmo disse, todo dia é dia de sentir algo.
é esse sentimento-desequilibrador que me transforma em alguma pessoa que desconheço.
11 fevereiro, 2008
é engraçado como o fato do meu dia ter sido surreal-além-da-conta fez-me querer criar um blog.
escutar 65 days of static durante uma hora resultou em bons-estranhos pensamentos/planos. ainda mais com minha mania de observar pessoas. é tao estranho parar e observar os movimentos ao seu redor, como tudo gira e passa rápido. e logo após sentar numa mesa numa calçada da augusta bebendo uma original e tendo conversas alucinantes, mais ou menos aquelas que se tem com um mendigo ou um frentista (hã?). torna-se tão intenso, por mais qual seja ou foi o príncipio de tudo. e por fim dançar com uma bjork-brasileira-perfomática que dizia 'onde fica esse caminho reto? onde me levará pro alto' . é esse meu caminho reto, são meus dias surreais, minha parceria, são meus brindes a qualquer coisa sem/com sentido, são meus banhos de chuva, são minhas conversas num sofá rasgado da outs, são essas coisas que acontecem e sempre deixamos de lado. mas hoje entendi tudo. hoje senti tudo .
escutar 65 days of static durante uma hora resultou em bons-estranhos pensamentos/planos. ainda mais com minha mania de observar pessoas. é tao estranho parar e observar os movimentos ao seu redor, como tudo gira e passa rápido. e logo após sentar numa mesa numa calçada da augusta bebendo uma original e tendo conversas alucinantes, mais ou menos aquelas que se tem com um mendigo ou um frentista (hã?). torna-se tão intenso, por mais qual seja ou foi o príncipio de tudo. e por fim dançar com uma bjork-brasileira-perfomática que dizia 'onde fica esse caminho reto? onde me levará pro alto' . é esse meu caminho reto, são meus dias surreais, minha parceria, são meus brindes a qualquer coisa sem/com sentido, são meus banhos de chuva, são minhas conversas num sofá rasgado da outs, são essas coisas que acontecem e sempre deixamos de lado. mas hoje entendi tudo. hoje senti tudo .
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