27 fevereiro, 2013

nunca

não me obrigue a fazer sentido.

26 fevereiro, 2013

é preciso voar para se esborrachar

por muito tempo voamos.
esquecemos algumas realidades impostas pela sociedade, não posso negar.
deixamos de comer arroz e feijão para sobreviver apenas de amor.
sobrevivemos durante alguns anos só de amor, você não pode negar também.
foi uma escolha nossa, do momento, sim, daquele momento que durou vários meses. não nos culpe por isso. não te culpes por isso. o mundo é duro pra caralho, mas quem disse que não podemos voar?

entre paredes azuis em algum lugar de são paulo descobrimos coisas bonitas dentro de mim e de você. descobrimos o gosto do corpo de cada um, descobrimos as fragilidades e as fortalezas que há em amar. descobrimos poesia em cada poro. e naquele momento, isso nos bastava. nosso mundo parava dentro do mundo externo e nem ligávamos para a existência desse último mundo, porque o mundo que criamos era suficiente para sermos felizes.
sim, éramos felizes, não podemos negar.
você não pode negar o quanto sorriu  ao meu lado.
eu nunca neguei. o amor, pra mim, sempre foi muito real e eu sempre fui sincera com as minhas sensações.

voamos tão tão tão alto que caimos de cara no chão.
ficamos cheios de feridas e cicatrizes que nunca se apagarão.
mas por que cortar as asas se ainda podemos voar mais?
(podemos voar mesmo estando feridos)

talvez precisamos andar as muralhas da china por meses para nos reencontrarmos e viver um reencontro bonito, sem feridas abertas, sem dúvida da beleza desse encontro. talvez precisamos construir outros mundos compartilhados, pintar paredes de outras cores, descobrir outros gostos e cheiros só para entendermos que sim, todo amor dói e todo amor se esborracha.

encontro

o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão.


quando nos transformamos em seres racionaisdemais, nos desencontramos.

22 fevereiro, 2013

o amor acaba

às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.


paulo mendes da rocha, minha última descoberta e meu pensamento do momento.

19 fevereiro, 2013

É natural que seja assim você ai
E eu aqui exatamente aqui

18 fevereiro, 2013

meu presente de aniversário

e é assim, sozinha, é sozinha que precisamos descobrir o que realmente precisamos e queremos viver. é trocando as marchas do carro e sentindo a fumaça do cigarro dentro do pulmão que as coisas começam a fazer sentido. é sair do motel ou daquele edifício no paraíso escondida que as vozes de todos os amigos veem a tona: sim, é uma grande merda. é merda atras de merda. é desejo atras de sexo fodido que a dor vem, a culpa vem, a raiva vem, mas a dor passa.
é nas marcas deixadas por ele no meu corpo, nas picadas que as formigas do seu quarto me deixaram, e coçam e me fazem lembrar que ontem, daquele jeito nosso, daquele jeito meio bêbados, você dirigiu meu carro e eu insisti pra tudo isso acontecer. tenho insistido. talvez você esteja certo, a palavra é insistir, e não "acreditar" como muito tempo acreditei. não existe mais. não somos mais. não sentimos mais. insistimos numa única coisa que não basta. tesão não basta. migalhas não bastam. melhor trepada não basta. irracionalidade não basta. carinho não basta. pernas abertas e corpos entregues não bastam.

não basta.
eu sozinha sei.


eu sozinha (me) basto.

13 fevereiro, 2013

qual é o meu máximo?
qual é o teu máximo?
qual é o nosso máximo?

08 fevereiro, 2013

o dia que eu descobri o amor físico, eu me confundi.

nelson rodrigues

03 fevereiro, 2013

all is full of love

te chamei pra dançar e no doispracádoispralá só restou beleza.
em passos meio bêbados, corpos suados e cangote, você dançou comigo. 
e nada mais importava se não nossos corpos.

02 fevereiro, 2013

as vezes é preciso fazer algo imperdoável para poder continuar vivendo.