não se tem apenas um lado, nem uma só verdade, nem um só alguém.
parece que tudo se duplica/se complica.
são tantas certezas e vontades que passam a ser alguma-coisa-que-dê-dor-de-cabeça e muitos outros sentimentos um tanto inconstantes como incontroláveis.
são opostos mas são iguais. um completa o outro.
é necessidade, é rotina, é amor, mas é também estabilidade, é arte, é distância.
é norah jones mas tbm é chico.
é sentir borboletas e é sentir calafrios.
é tudo quando não é nada.
é intenso-tão-intenso, é viciante; mas há vazio também.
não preciso só de palavras, preciso de provas, de atos, de toques, de calor.
preciso de sinceridade, de palavras sussurradas, de auto-controle.
preciso tanto que estraguei da pior maneira.
do erro, tem-se o erro.
e da confiança perdida, é dificil o recuperar.
tempo? talvez ele diga alguma coisa.
só não quero perder, não quero.
quero aprender todas formas e cores, quero SER todas cores e formas. me trace, me pincela, me perco em seus traços. te inspiro.
quero aprender a ser guerreira, quero uma cerveja numa 2ª feira ensolarada, quero gostar de lianas. me ensine todos os ritmos e batidas, me apóie, me abraça do jeito que ninguém mais sabe.
eu não posso. simplesmente não posso.
e nesse paradoxo dói tanto que falta-me o ar.
não podia. acontece, fala, dói (...) e dói. e o resto não sei mais.