a felicidade, as vezes, é tão simples. é numa passagem cara de avião e numa mesa de bar, é nas palavras bêbadas, é nos copos e corações transbordantes. muito amor, de todos os lados, nos enchendo e esvaziando pra encher de novo. é na intensidade dos abraços suados, nas gargalhadas soltas, nos excessos de cigarros e bebida, nos excessos de água gelada pra limpar o corpo nu cansado. a felicidade é real, o amor existe. existe de uma forma absurda, sem dimensões. dói tanto a saudade, a realidade vivida e preferida.
são paulo se tornou mais bela, mais cinza, mais quente de amor. as noites escutaram nossos gritos de felicidade e nossos risos borbulhando de dentro pra fora. o paraíso virou tão próximo, tão aconchegante. camisola, calcinha e conversas como se fossem, desde crianças, desde de sempre, amigas.
vem pro reino da alegria, eterno, feliz, aconchegante. vem falar sobre amor, sobre aracaju, vem cantar 'clareia minha vida, amor, no olhar' nos meus ouvidos. vem sambar, beber, me ter, só não se esqueça da hora de parar, só vamos embora quando tudo terminar.
vem viver a realidade.
vem amar.
vem transbordar.
a verdadeira poesia desaba a alma.