08 fevereiro, 2010
não uso drogas
no escuro imenso, escutei meu nome e senti mãos me tocando, mas na verdade não sentia meu corpo, parecia flutuar. devagar fui sentindo o peso da gravidade em cima de mim, do meu rosto colado no chão. formigava e eu suava frio, pálida, sendo erguida por braços que me amam e só queriam me socorrer. as horas não passavam e a cada segundo parecia que minha cabeça explodiria. pedi gelo mas até o peso dele me doía e o sono não vinha. chorei de medo, de dor, de aflição. não usei e nem uso drogas, só me droguei de risadas e de pessoas queridas e bêbadas. preciso acreditar que foi esse calor paulistano que me fez delirar e desmaiar.