22 fevereiro, 2010

sorriso-fingido

eu mesma me desenterrei, tirei o pó e me coloquei na estante de
madeira. bem ao seu lado, ao lado do seu perfume paco rabanne
que te dei, ao lado dos livros e dos filmes de suspense, ao
lado do santo sem nariz que seu pai pediu pra colocar ali. tão
presente na sua rotina de olhar. tudo tão simbólico (para mim).
e você me perguntava com os olhos porque eu estava triste e eu
me contive em sorrir bonito.