01 setembro, 2008

guardar a lista

pés descalços sambavam no tapete no centro da sala. rolava um samba, um rock, uma macarena. eram flashs e conversas paralelas. podia ficar uma noite inteira de barriga pra cima olhando qualquer movimento. via são paulo e sentia o frio do sétimo andar. não precisei de nada para brisar naquele lugar, naquilo.
é tudo tão novo, tão preciso. eu posso precisar disso, não posso?
eu preciso e ponto!
preciso até daquela garoa mais chata, andando à procura de qualquer prédio em qualquer esquina, e entre rostos estranhos, sempre tem os conhecidos. mas os estranhos tornam-se queridos rápido demais. tudo é rápido demais. não é?
os sorrisos só aumentam a cada dia, os baús estão bem cheios.

eu tinha todos assuntos possíveis para escrever, mas preferi não misturar.
eu só quero saber de coisas boas, de momentos raros. felizes!
algumas coisas não valem a pena, talvez, de serem mencionadas.

agora preciso guardar uma lista um tanto estranha, mas uma lista de coisas ótimas.
é, é melhor guardá-la.