aquela voz desconhecida. essa voz não pertence a você.
chora e chora, me liga, me preocupa, me desorienta. me destrói.
eu queria que num abraço forte tudo de ruim fosse embora.
não sei lidar com isso, parece ser mais que amizade, é tanto peso.
me promete que desligará o telefone e irá dormir, não pra sempre, só um pouco. descanse.
um te amo vale alguma coisa nesse momento?
se valer, eu digo infinitamente, quantas vezes você quiser ouvir.
meus domingos interrompidos, meus risos cortados, meu semblante mudado.
não acredito mais em você. tanto medo.
não entendo nada disso, tudo é uma merda. menos você, você não é uma merda.
você tem vida, porra. não basta?
as coisas mais simples que existem são as que mais me fazem sentir viva, nao fazem o mesmo contigo?
olha pro céu, olhe pro alto, é de lá que vem seu socorro!
confia em mim, no meu amor, na minha amizade, no meu silêncio, nas palavras que tanto decorei e pensei mas não saem da minha boca, elas falham. elas se esgotaram. todas!
você disse que meu silêncio bastava, ele bastou?
parece que você quer mais, o que posso te dar? eu não sei, não sei.
preciso tanto saber. preciso tanto aprender a lidar contigo. seja a mesma pessoa sempre.
chega de altos e baixos, chega de gritos e fantasias, quero a verdade, só a verdade importa.
pra que viver de aparências? tire todas as máscaras, não é mais carnaval. nunca foi carnaval, não pra mim.
você me faz perder a cabeça, me sinto tão não-eu.
preciso aprender a lidar com isso, tá me matando (também).