12 setembro, 2008

who's gonna save my soul ?

'Who's ganna sang my song now
Who's ganna sang my song now
I wonder If i will live grow old now
Getting high
Cause i feel so lone now
I may be just a little selfish
All i have is the memory
Yet i never start to wonder
Is it possible
You hurt worse than me
Still my heart turns to greedcause what about what i need
An aahh
Who's gon save my soul now
Who's gon save my soul now
Oo i know
I'm out of control now
Tired enough
To lay my own soul down'

(Gnarls Barkley)
http://www.youtube.com/watch?v=kTVSygNKAsg

08 setembro, 2008

tão não-eu .

aquela voz desconhecida. essa voz não pertence a você.
chora e chora, me liga, me preocupa, me desorienta. me destrói.
eu queria que num abraço forte tudo de ruim fosse embora.
não sei lidar com isso, parece ser mais que amizade, é tanto peso.
me promete que desligará o telefone e irá dormir, não pra sempre, só um pouco. descanse.
um te amo vale alguma coisa nesse momento?
se valer, eu digo infinitamente, quantas vezes você quiser ouvir.
meus domingos interrompidos, meus risos cortados, meu semblante mudado.
não acredito mais em você. tanto medo.
não entendo nada disso, tudo é uma merda. menos você, você não é uma merda.
você tem vida, porra. não basta?
as coisas mais simples que existem são as que mais me fazem sentir viva, nao fazem o mesmo contigo?
olha pro céu, olhe pro alto, é de lá que vem seu socorro!
confia em mim, no meu amor, na minha amizade, no meu silêncio, nas palavras que tanto decorei e pensei mas não saem da minha boca, elas falham. elas se esgotaram. todas!
você disse que meu silêncio bastava, ele bastou?
parece que você quer mais, o que posso te dar? eu não sei, não sei.
preciso tanto saber. preciso tanto aprender a lidar contigo. seja a mesma pessoa sempre.
chega de altos e baixos, chega de gritos e fantasias, quero a verdade, só a verdade importa.
pra que viver de aparências? tire todas as máscaras, não é mais carnaval. nunca foi carnaval, não pra mim.
você me faz perder a cabeça, me sinto tão não-eu.
preciso aprender a lidar com isso, tá me matando (também).

04 setembro, 2008

traz um alívio

o sol refletia suas inúmeras cores naquele lago, tão calmo, tão lindo. era fim de tarde, via-se o pôr-do-sol, alguns patos e pássaros brincando, pessoas andando, pessoas se amando, outras estáticas. não parecia são paulo, não escutava buzinas nem barulho de carros descontrolados. senti tanta coisa ali sentada naquela grama molhada. naquele tronco tão desenhado, debaixo daquela árvore tão cheia de vida. falávamos de coisas vividas, de fatos, de amizade. eu precisava dela, daquela conversa, de verdades, de um mc chicken que só estraga meu estômago. mas pelo momento tudo vale, tudo.
eu quase desisti de tentar, foram inúmeras ligações, inúmeras frases decoradas e não ditas. mas no último momento deu certo, algumas boas cervejas renderam em ótimas risadas e sotaques. dreads, espasmos, carinho. não durou mais de duas horas, mas foi muito mais válido que isso. mais um ônibus se passa e eu fico a esperar, mas não por vontade de esperar, e sim por ter com quem estar. eu queria tanto um lugar pra fugir, pra escrever e não ter ninguém pra falar que isso é besteira, que é um diário. são verdades, são momentos, não importa o resto. eu posso sentir tudo isso.

'debruçada no cansaço na correria do dia
eu tava atrás do desapego até voce chegar
não quero mais desespero, me traz um alívio
me traz um alívio na voz'.

queria andar toda madrugada no meio da rua, não tem sensação melhor que essa. sentir aquela brisa gelada, escutar um silêncio ensurdecedor, somente alguns latidos no fundo das casas, ver as luzes se apagando pelas janelas, a lua tão mais bela que o normal, somente ela acesa, parece até que tem luz própria. sair sem rumo escutando arizona. me traz um alívio. de novo tudo vira vício.

03 setembro, 2008

.

sou tão egoísta.
odeio o egoísmo, mas não sei ser outra coisa agora.
tarde demais.

obrigada pela preferência de ler meu diário semanal :)

01 setembro, 2008

guardar a lista

pés descalços sambavam no tapete no centro da sala. rolava um samba, um rock, uma macarena. eram flashs e conversas paralelas. podia ficar uma noite inteira de barriga pra cima olhando qualquer movimento. via são paulo e sentia o frio do sétimo andar. não precisei de nada para brisar naquele lugar, naquilo.
é tudo tão novo, tão preciso. eu posso precisar disso, não posso?
eu preciso e ponto!
preciso até daquela garoa mais chata, andando à procura de qualquer prédio em qualquer esquina, e entre rostos estranhos, sempre tem os conhecidos. mas os estranhos tornam-se queridos rápido demais. tudo é rápido demais. não é?
os sorrisos só aumentam a cada dia, os baús estão bem cheios.

eu tinha todos assuntos possíveis para escrever, mas preferi não misturar.
eu só quero saber de coisas boas, de momentos raros. felizes!
algumas coisas não valem a pena, talvez, de serem mencionadas.

agora preciso guardar uma lista um tanto estranha, mas uma lista de coisas ótimas.
é, é melhor guardá-la.

28 agosto, 2008

cadê marte ?

eu não consegui ver Marte hoje. saí pela rua à procura de algo no céu, só não sabia exatamente o quê. tá fazendo um friozinho nas noites paulistas. são noites tão aconchegantes.
não tinha lua, nem marte, só estrelas, até que bastante para uma noite nublada. e tinha muitas nuvens também. amanhã talvez saia algo no jornal sobre tudo isso, veremos!

mas antes de procurar lua e planeta, ganhei duas luas.
foi durante a tarde, assim, repentinamente. e sim, foram duas.
uma grande e cheia, outra crescente, pequena e especial.

até que hoje daria para guardar muitos sorrisos,
alguém quer colecioná-los?
encheria uma caixa, eu acho.

é, encheria um baú, quem sabe.

25 agosto, 2008

uma lista

preciso escrever para me calar. tentar colocar as coisas em algum lugar.
preciso perder uns 5 kg, preciso comer só maçã, preciso prestar enem semana que vem e estar preparada, preciso estudar muito mais do que estudo, preciso ver a peça do wagner moura, preciso baixar novas músicas e escutar os meus primeiros cd's gravados, preciso de uma calça jeans nova e preciso receber dinheiro de muita gente que me deve. preciso sair desse computador, mas ao mesmo tempo é tão necessário pesquisar nele. preciso parar de tomar refrigerante e fazer uma endoscopia urgente, meu estômago tá me matando. preciso fazer as unhas do meu pé, preciso cortar meu cabelo que tá gigante e sem corte.
preciso escutar aquele sotaque de novo, mas preciso ver aquela calça de sarja que tanto sinto falta, preciso daquele abraço apertado diariamente.
tava precisando que alguém cantasse pra mim, mas não qualquer música nem qualquer pessoa.
precisava comprar canson e tintas novas, mais coloridas, preciso terminar tanta coisa que comecei. preciso das minhas fotos na parede.
preciso ver nome próprio de novo pra digerir melhor, preciso ler a máquina de pinball, preciso terminar tantos livros, preciso assistir mais gnt, preciso dar satisfação a velhas amigas, preciso ver mais algumas pessoas realmente interessantes. preciso de uma tequila, de fotos novas, de bares novos.
preciso de crédito no celular, preciso planejar minha viagem de final de ano. preciso de outro curso de desenho, de mais história da arte.
preciso procurar novos amores, chega dos velhos, chega de dores antigas, das mesmas histórias. elas se repetem, porém posso ter histórias diferentes de todas que já tive também.
preciso de dinheiro pro show da madonna (hahaah), preciso ser figurante de novo, até que é legal!
preciso da minha parceria, tô com tanta saudade dela, dos dias simples tão significativos.
preciso ver mais exposições, perdi algumas tão boas esse ano.
preciso me organizar mais, pensar mais.
preciso ver porque tô tremendo tanto ultimamente, não tenho vício nenhum, o que poderia ser?
acho que é a falta de algum, então.

eu tô bem,
só preciso de tudo isso.

18 agosto, 2008

um bucado de mim

a confusão insiste mesmo em mentes ocupadas.
é chegar em casa e não ter aquela paz tanto almejada.
são coisas que misturam-se, ficam distorcidas, feias, doloridas. depois tornam-se tão distantes, quase perdidas (será que existe em pensamento ainda ?), e como um ciclo, tende a ficar perto, às vezes 'perto demais'.
é real? isso não está claro, o presente e o passado parecem um só, ou seria um mundo pararelo no qual imaginei tudo?
parecia tão real, senti tão intensamente, toquei, respirei o mesmo ar, apertei aquelas mãos frias, escutei aquelas músicas que definem alguém, várias e várias vezes. misturei as cores e elas insistiam em formar sua imagem.
talvez eu não tenha mais aquela certeza, algumas coisas mudaram (bastante).

entretanto, aprendi que as pessoas se encontram e se perdem, é algo tão natural como beber água e ir almoçar. o amor disacelera e acelera incansavelmente, repentinamente, aí que nos encontramos por algumas muitas vezes. e faz disso tão estranho, tão bizarro.
porém, são das coisas bizarramente estranhas que realmente nos apaixonamos e almejamos.
isso eu não quero e nem pretendo entender, só preciso viver.
preciso tanto viver.

'Mas vai e antes de ir embora leva
Leva bucado de mim'
(3 na massa)

08 agosto, 2008

É, só tinha de ser com você

eu não me canso de escutar as mesmas músicas, colocar no 'repete' toda vez que escuto-as. não me canso de ver as mesmas fotos, em sequência ou aleatoriamente. não me canso de ler os mesmos versos, lembrar dos mesmos fatos.
isso tudo é tão nosso, te sentir, relacionar tudo a você.
às vezes me sinto tão idiota de confessar isso, me sinto tão errada. penso que preciso conter-me mais nas palavras já que são muitas.

aquelas conversas na cama, nossos sprays na parede, minha marca em você, minha lista de defeitos tanto meus quanto seus, seu cinto de couro (brochante) e suas meias coloridas, suas camisetas dos smiths e dos beatles, meus desabafos interrompíveis, sua companhia no portão aqui de casa, nossos diamantes negros, meus gritos internos, seu ciúme quase neurótico, minhas palavras duras, seu manjar líquido, meu bolo de fubá compacto.
eu poderia citar mil coisas, mil dias, todas as coisas que definem a gente.
mas é tão difícil colocá-las em sequência, numa ordem inexistente, estou insegura.

só quero dançar todos lp's que estão ao lado da sua vitrola, ask me ask me ask me, só de cueca e meia e toda sua malemolência, acende um incenso, deite do meu lado e olhe nos meus olhos dizendo 'É, só tinha de ser com você', assim como Elis disse.

faça do seu prólogo nossos dias, minhas palavras.

03 agosto, 2008

os que tem asas

enquanto enxugava as poucas lágrimas que escorriam pensei que isso era bobagem. que não preciso de olhos conhecidos para apreciarem algum movimento feito por mim.
sendo uma última apresentação, eu esperava aqueles que tanto são importantes. não estou pedindo apoio nem um elogio, mas vocês poderiam ficar perto de mim, me abraçar e desejar-me sorte antes de eu subir no palco?
talvez sejam tantas balelas neuróticas, mas são tão significativas. não são?
porém durante essa crise pré-palco conseguiram me encorajar de tal forma que desconhecia até agora (as reais palavras, sem acréscimos):

'vá lá. faça a melhor apresentação da sua vida. faça-a pra você. você merece muito mais que todo mundo que sua performance seja a mais linda de todas. quando você chegar em casa, deita na cama e lembre de cada passo que você fez. eu sei que é dificil isso. mas existe uma coisa muito maior que tudo isso: o amor que você tem por dançar. então faz o melhor que você pode.'

eu prometi que dançarei como jamais dancei antes. sentirei aquelas luzes quentes e coloridas penetrando em mim, farei com que todo esse sentimento borbulhoso transpareça a cada giro, a cada movimento. darei o meu melhor, e depois de tudo isso, fecharei meus olhos e lembrarei de cada único momento, meu momento.
e nos encontros de pensamentos é você quem eu encontro, é pra você que eu dançarei. me sinta. te sinto. na verdade, nunca parei de sentir. meu (quase) show exclusivo. não perca!

como caio fernando disse 'é difícil aprisionar os que tem asas!'