não se tem apenas um lado, nem uma só verdade, nem um só alguém.
parece que tudo se duplica/se complica.
são tantas certezas e vontades que passam a ser alguma-coisa-que-dê-dor-de-cabeça e muitos outros sentimentos um tanto inconstantes como incontroláveis.
são opostos mas são iguais. um completa o outro.
é necessidade, é rotina, é amor, mas é também estabilidade, é arte, é distância.
é norah jones mas tbm é chico.
é sentir borboletas e é sentir calafrios.
é tudo quando não é nada.
é intenso-tão-intenso, é viciante; mas há vazio também.
não preciso só de palavras, preciso de provas, de atos, de toques, de calor.
preciso de sinceridade, de palavras sussurradas, de auto-controle.
preciso tanto que estraguei da pior maneira.
do erro, tem-se o erro.
e da confiança perdida, é dificil o recuperar.
tempo? talvez ele diga alguma coisa.
só não quero perder, não quero.
quero aprender todas formas e cores, quero SER todas cores e formas. me trace, me pincela, me perco em seus traços. te inspiro.
quero aprender a ser guerreira, quero uma cerveja numa 2ª feira ensolarada, quero gostar de lianas. me ensine todos os ritmos e batidas, me apóie, me abraça do jeito que ninguém mais sabe.
eu não posso. simplesmente não posso.
e nesse paradoxo dói tanto que falta-me o ar.
não podia. acontece, fala, dói (...) e dói. e o resto não sei mais.
21 maio, 2008
19 maio, 2008
descanse em paz, vovô.
nunca tinha sentido a perda de alguém próximo assim. é estranho pensar que ele só foi o primeiro.
numa barreira-de-traumas, me contive durante todo o dia. talvez para bancar uma aparência, ou talvez por não conseguir simplesmente me expor a tantas pessoas.
dói tanto ver todos desfigurados, a cada abraço duradouro ter que confortar com algumas palavras repetidas que secavam minha boca.
e em meio aquele cheiro de plantas, morte e tristeza, cantou-se um cântico a Deus. leve-o em paz, meu Deus.
descanse em paz, vovô.
numa distância entre eu e aquele corpo ali, totalmente indefeso e (des)cansado, era visível que estava num mundo diferente desse. sentia paz, havia um sorriso escondido naquele rosto.
e num sentimento confuso, consegui lembrar de bons momentos ao lado dele, por mais que na minha vida inteira fora muito ausente, ou nas horas presente, destratava a todos, principalmente a quem eu mais amava. é, pagou o preço do seu vício. um dia isso aconteceria de alguma maneira. aconteceu e eu sabia.
'Deus sabe o que faz', acredito nisso.
senti-me um pouco fria, mas não me senti mal ao sentir isso.
é justificável o porquê dela. eu sei. eu sei.
e numa fé que não tinha há tempos, ao ver aquela guerreira ali de pé ao lado do corpo, percebi que bem-aventurado aquele que crê.
eu creio.
amém
numa barreira-de-traumas, me contive durante todo o dia. talvez para bancar uma aparência, ou talvez por não conseguir simplesmente me expor a tantas pessoas.
dói tanto ver todos desfigurados, a cada abraço duradouro ter que confortar com algumas palavras repetidas que secavam minha boca.
e em meio aquele cheiro de plantas, morte e tristeza, cantou-se um cântico a Deus. leve-o em paz, meu Deus.
descanse em paz, vovô.
numa distância entre eu e aquele corpo ali, totalmente indefeso e (des)cansado, era visível que estava num mundo diferente desse. sentia paz, havia um sorriso escondido naquele rosto.
e num sentimento confuso, consegui lembrar de bons momentos ao lado dele, por mais que na minha vida inteira fora muito ausente, ou nas horas presente, destratava a todos, principalmente a quem eu mais amava. é, pagou o preço do seu vício. um dia isso aconteceria de alguma maneira. aconteceu e eu sabia.
'Deus sabe o que faz', acredito nisso.
senti-me um pouco fria, mas não me senti mal ao sentir isso.
é justificável o porquê dela. eu sei. eu sei.
e numa fé que não tinha há tempos, ao ver aquela guerreira ali de pé ao lado do corpo, percebi que bem-aventurado aquele que crê.
eu creio.
amém
07 maio, 2008
i want to break free
é estranho mas é verdade, eu preciso me libertar.
de muitas formas isso está me fazendo mal. é tão dolorido que torna-se incontrolável.
na minha ideologia ilusória, pensei que iria ser tão normal como sempre foi.
'i can't get used to living without you by my side'
soa tão estranho e declarador.
é tão desesperador como as palavras proferidas alguns dias atrás por mim, e como resposta tive apenas o silêncio. é, aquele mesmo que me ensurdece (e odeio).
é ligar numa quarta feira qualquer e ter um ombro onde encostar no caminho do ônibus, é ter companhia para rir de coisas alheias e fúteis, é meu cotidiano, minha rotina.
tá cravado, tá selecionado, faz parte de mim, me conhece por inteira e eu simplesmente amo.
da forma mais pura, de um sentimento que brotou tão rápido e transformou-se numa necessidade diária.
sei que existe maturidade suficiente nesse elo, não há o porquê de tanta dor sentida nas últimas conversas-silenciosas.
'enjoy the silence', eu odeio o silêncio. odeio.
assim como odeio todas indiretas maldosas e os sorrisos no canteiro da boca.
e toda essa frieza que não sei como surgiu em alguém tão tão bom.
e toda essa repulsa que sinto quando (não) está perto de mim.
ei, sou eu. lembra ?
.
mais sincero que isso?
somente vendo meus olhos vermelhos.
de muitas formas isso está me fazendo mal. é tão dolorido que torna-se incontrolável.
na minha ideologia ilusória, pensei que iria ser tão normal como sempre foi.
'i can't get used to living without you by my side'
soa tão estranho e declarador.
é tão desesperador como as palavras proferidas alguns dias atrás por mim, e como resposta tive apenas o silêncio. é, aquele mesmo que me ensurdece (e odeio).
é ligar numa quarta feira qualquer e ter um ombro onde encostar no caminho do ônibus, é ter companhia para rir de coisas alheias e fúteis, é meu cotidiano, minha rotina.
tá cravado, tá selecionado, faz parte de mim, me conhece por inteira e eu simplesmente amo.
da forma mais pura, de um sentimento que brotou tão rápido e transformou-se numa necessidade diária.
sei que existe maturidade suficiente nesse elo, não há o porquê de tanta dor sentida nas últimas conversas-silenciosas.
'enjoy the silence', eu odeio o silêncio. odeio.
assim como odeio todas indiretas maldosas e os sorrisos no canteiro da boca.
e toda essa frieza que não sei como surgiu em alguém tão tão bom.
e toda essa repulsa que sinto quando (não) está perto de mim.
ei, sou eu. lembra ?
.
mais sincero que isso?
somente vendo meus olhos vermelhos.
03 maio, 2008
my blueberry nights
é como na tela de cinema
preciso de um molho de chaves simbolizando meu esquecimento, àquele que posso jogar num pote junto a tantas outras histórias que são apenas histórias esquecidas contadas por um dono de bar.
e numa rotina nova, com cigarros feitos a mão, muito frio, tortas de amora e bocas sujas, um sentimento é brotado.
não é apenas mais uma clichê história hollywoodiana, e sim, algo real. tão real que me vi nela.
só é preciso comprar uma torta de amora e comê-la todas as noites que encontro àquele que me faz sentir tão bem ao lado.
que me faça sentir viva como uma dançarina.
onde os dias que se passam ao seu lado, tornam-se tão curtos e rápidos por ser tão bons.
é triste a saudade que existe, mas é boa quando matada.
é quase tão necessário quanto a rotina de trabalho, estudos e família.
é tão necessário quanto um sorriso, já que é o causador de milhões de sorrisos diários (seja lá qual for a forma de tirá-los da minha boca).
até chico buarque soube dizer, junto com a mais simples sintonia. e jorge ben jor soube presenciar e tocar junto à realidade, se é que alguém me entende.
mas logo digo, as pessoas não sabem. não sabem de nada.
não há fotos que registrem os sorrisos e a rotina necessária, e são poucos os dias vividos, mas são tão válidos quanto uma vida inteira.
é assim intenso e real.
onde um sofá diz tanta coisa, onde uma rua tão suja de são paulo signifique tantas coisas.
onde as noites tornam-se tão coloridas, my blueberry nights.
preciso de um molho de chaves simbolizando meu esquecimento, àquele que posso jogar num pote junto a tantas outras histórias que são apenas histórias esquecidas contadas por um dono de bar.
e numa rotina nova, com cigarros feitos a mão, muito frio, tortas de amora e bocas sujas, um sentimento é brotado.
não é apenas mais uma clichê história hollywoodiana, e sim, algo real. tão real que me vi nela.
só é preciso comprar uma torta de amora e comê-la todas as noites que encontro àquele que me faz sentir tão bem ao lado.
que me faça sentir viva como uma dançarina.
onde os dias que se passam ao seu lado, tornam-se tão curtos e rápidos por ser tão bons.
é triste a saudade que existe, mas é boa quando matada.
é quase tão necessário quanto a rotina de trabalho, estudos e família.
é tão necessário quanto um sorriso, já que é o causador de milhões de sorrisos diários (seja lá qual for a forma de tirá-los da minha boca).
até chico buarque soube dizer, junto com a mais simples sintonia. e jorge ben jor soube presenciar e tocar junto à realidade, se é que alguém me entende.
mas logo digo, as pessoas não sabem. não sabem de nada.
não há fotos que registrem os sorrisos e a rotina necessária, e são poucos os dias vividos, mas são tão válidos quanto uma vida inteira.
é assim intenso e real.
onde um sofá diz tanta coisa, onde uma rua tão suja de são paulo signifique tantas coisas.
onde as noites tornam-se tão coloridas, my blueberry nights.
23 abril, 2008
meus (des)vícios
não fiz nenhuma descoberta, mas tenho afirmado isso diariamente: não posso fugir de mim mesma. por mais que eu tente e invente desculpas a mim mesma, no fim, sempre acabo na mesma resposta, com a mesma resposta.
posso esticar tudo, posso procurar nas minhas raízes, posso sentir o encantamento, porém a verdade é clara. por mais que os dias tem sido cinzas e chuvosos e minha visão-gris nao tenha discernimento o suficiente pra distinguir as cores e formas, eu cai em mim.
'eu quase digo e calo, eu quase sinto e esqueço'.
nessa constante contradição procuro meu caminho reto, procuro as ruas que contumavam me espairecer.
e agora, num desaparecer de todas as palavras, onde somente àquela imagem-cinematográfica passa em minha mente junto às mais lindas memórias, eu sinto uma convicção que está certo assim, está bom assim.
independente do antes e do depois, mas o meu presente está bom. já que todo dia é dia de salvar e ser salvo. todo dia é dia de atirar e ser o alvo.
alguém um dia me ensinou isso, e hoje carrego essas palavras cravadas em minha coleção de frases excelentes. viciei-me em coleções. viciei-me em muitas outras coisas.
e por fim, meus milhões de sorrisos diários inversos-ou-não-inversos me fazem de alguma forma acreditar em mim mesma, com todas contradições e oscilações, vícios e desvícios, palavras e vontades. isso tudo me dá um motivo a mais. é, na verdade, isso que me faz viver.
posso esticar tudo, posso procurar nas minhas raízes, posso sentir o encantamento, porém a verdade é clara. por mais que os dias tem sido cinzas e chuvosos e minha visão-gris nao tenha discernimento o suficiente pra distinguir as cores e formas, eu cai em mim.
'eu quase digo e calo, eu quase sinto e esqueço'.
nessa constante contradição procuro meu caminho reto, procuro as ruas que contumavam me espairecer.
e agora, num desaparecer de todas as palavras, onde somente àquela imagem-cinematográfica passa em minha mente junto às mais lindas memórias, eu sinto uma convicção que está certo assim, está bom assim.
independente do antes e do depois, mas o meu presente está bom. já que todo dia é dia de salvar e ser salvo. todo dia é dia de atirar e ser o alvo.
alguém um dia me ensinou isso, e hoje carrego essas palavras cravadas em minha coleção de frases excelentes. viciei-me em coleções. viciei-me em muitas outras coisas.
e por fim, meus milhões de sorrisos diários inversos-ou-não-inversos me fazem de alguma forma acreditar em mim mesma, com todas contradições e oscilações, vícios e desvícios, palavras e vontades. isso tudo me dá um motivo a mais. é, na verdade, isso que me faz viver.
11 abril, 2008
pausa-do-dia
numa pausa do dia, onde os pensamentos tentam vir devorar mais ainda minhas neuroses diárias, onde uma xícara de café, ou um passeio pela avenida angélica numa tarde chuvosa, simplesmente não bastam.
mente cansada, o corpo anseia por cama, os olhos fecham-se sozinhos, uma rotina agradável porém desgastante. e com tudo isso, ainda nessa pausa do dia, existe alguma sintonia. um estudo de mim, onde a corda bamba fica firme. ou nem tão firme assim, entretanto, tento.
e em algumas escapadas dessa rotina cansativa, fazem com que eu perceba o quanto vale a pena espairecer, sair pela rua cantando e dançando, sentar num bar no meio do caminho e beber uma cerveja, mesmo que seja uma, mas já é alguma coisa.
e depois de algumas interrogações, vêm respostas que não queria escutar. é pouco pra mim. ou ainda não descobri se sou eu que não faço valer a pena. por isso digo, essas pausas diárias são necessárias para meu estudo de mim.
recordo-me que alguns dias atrás, numa confusão sentimental-mental vomitei-me todas minhas neuroses, e a partir disso, a decisão veio à tona. porém conforme o decorrer das horas, após o falar sincero em meio ao contentamento de lágrimas, as decisões não foram as mesmas. porque a vida é assim mesmo, movida a tentativas!
e sem pé nem cabeça, termino dizendo que motivos mil me levam a querer tanto, mas que em poucos minutos os mesmos desaparecem. por isso fico nisso: nessa ansiedade da minha pausa diária, onde eu posso sentir e ouvir meu as estrelas .
mente cansada, o corpo anseia por cama, os olhos fecham-se sozinhos, uma rotina agradável porém desgastante. e com tudo isso, ainda nessa pausa do dia, existe alguma sintonia. um estudo de mim, onde a corda bamba fica firme. ou nem tão firme assim, entretanto, tento.
e em algumas escapadas dessa rotina cansativa, fazem com que eu perceba o quanto vale a pena espairecer, sair pela rua cantando e dançando, sentar num bar no meio do caminho e beber uma cerveja, mesmo que seja uma, mas já é alguma coisa.
e depois de algumas interrogações, vêm respostas que não queria escutar. é pouco pra mim. ou ainda não descobri se sou eu que não faço valer a pena. por isso digo, essas pausas diárias são necessárias para meu estudo de mim.
recordo-me que alguns dias atrás, numa confusão sentimental-mental vomitei-me todas minhas neuroses, e a partir disso, a decisão veio à tona. porém conforme o decorrer das horas, após o falar sincero em meio ao contentamento de lágrimas, as decisões não foram as mesmas. porque a vida é assim mesmo, movida a tentativas!
e sem pé nem cabeça, termino dizendo que motivos mil me levam a querer tanto, mas que em poucos minutos os mesmos desaparecem. por isso fico nisso: nessa ansiedade da minha pausa diária, onde eu posso sentir e ouvir meu as estrelas .
31 março, 2008
queridos amigos.
um dia desses tive tantas certezas quase que juntas que foram capazes de me tirar o fôlego. não só pelo fato de ter bebido algumas já, mas pela sincronia. pelo movimento. pelos assuntos. e nos olhos-cheios-d'água aos cigarros fumados, nas conversas paralelas entre o mudar de clima fim-de-tarde ao comecinho frio de uma noite típica paulista foram se tornando uma mesma conversa, um mesmo assunto. não por falta de educação de querer escutar conversas alheias, porem pelos ouvidos aguçados e sedentos por assuntos interessantes. e após alguns brindes e experiências trocadas, confirmações vieram à tona.
como aquelas em que sabemos que o universo fala conosco através das estrelas - 'ora, pois, direis ouvir estrelas, pois só quem ama é capaz de ouvir e entender as estrelas' - e nossos queridos amigos o sabem bem.
até aquelas em que sabemos que estamos no lugar certo, por mais que sejamos animais ( ou pelo menos a ciência diz ), temos alma. vivemos da poesia, das formas e cores, da sincronia em que há entre todo tipo de arte. temos alma ao sentar numa mesa de bar das 3 da tarde até quase as 7 da noite, sem faltar assunto, sem faltar amor, sem falar o sentimento de parceria.
e no meio de confissões, de nostalgias que ficaram tão vagas e de vontades que infelizmente não podemos mais ter, sabemos da nossa verdade. da minha verdade.
da minha auto-suficiência que contradiz com meu desequilibrio momentâneo, mas que em tardes como essas, me recomponho novamente.
e por mais que os dias seguintes sejam ruins ao ponto de quase me fazerem chorar, sinto os mesmos bons sentimentos daquela tarde. afinal, a companhia era única.
e na mesma sinceridade da conversa, estou aqui sendo sincera comigo numa noite de domingo sem sono pensando no amanhã e no quem virá junto com ele.
e num alivio imensurável, digo com toda certeza e honestidade, sem roubo de palavras, mas apenas em idéias trocadas, eu sinto, afinal, tenho alma.
como aquelas em que sabemos que o universo fala conosco através das estrelas - 'ora, pois, direis ouvir estrelas, pois só quem ama é capaz de ouvir e entender as estrelas' - e nossos queridos amigos o sabem bem.
até aquelas em que sabemos que estamos no lugar certo, por mais que sejamos animais ( ou pelo menos a ciência diz ), temos alma. vivemos da poesia, das formas e cores, da sincronia em que há entre todo tipo de arte. temos alma ao sentar numa mesa de bar das 3 da tarde até quase as 7 da noite, sem faltar assunto, sem faltar amor, sem falar o sentimento de parceria.
e no meio de confissões, de nostalgias que ficaram tão vagas e de vontades que infelizmente não podemos mais ter, sabemos da nossa verdade. da minha verdade.
da minha auto-suficiência que contradiz com meu desequilibrio momentâneo, mas que em tardes como essas, me recomponho novamente.
e por mais que os dias seguintes sejam ruins ao ponto de quase me fazerem chorar, sinto os mesmos bons sentimentos daquela tarde. afinal, a companhia era única.
e na mesma sinceridade da conversa, estou aqui sendo sincera comigo numa noite de domingo sem sono pensando no amanhã e no quem virá junto com ele.
e num alivio imensurável, digo com toda certeza e honestidade, sem roubo de palavras, mas apenas em idéias trocadas, eu sinto, afinal, tenho alma.
26 março, 2008
minha confissão .
can I have you ?
me deparo com uma ambiguidade que me leva além dos pensamentos-paradoxos.
de um lado, é fato o que tenho, quem tenho e a intensidade que tenho.
intensidade que me faz delirar só de lembrar, mas que ao mesmo tempo, me faz pensar se posso ter algo tão intenso.
é desse outro lado, que a dúvida ou a insegurança me fazem perder a cabeça numa coisa que parece ser tão sutil.
mas apenas eu mesma, somente eu, entenderei o verdadeiro sentido da confusão-psicológica.
talvez não sinto tudo o que realmente sempre quis sentir, e ilusão a minha foi achar, na verdade, ter quase certeza que tinha conseguido sentir da maior e melhor maneira.
e numa rotina que me alegra e ao mesmo tempo me deixa tão desgastada, me fez perceber que ainda era tudo muito cedo. mas como tudo, o tempo é relativo. e me pergunto o que é considerado tarde ou cedo na minha vida. e por mais que eu tente, percebi que o problema não está no tempo, na intensidade ou em alguém, está em mim.
está nos meus pensamentos-cotidianos-automáticos que me incomodam absurdamente. sem eu perceber, encontro-me perturbada e confusa.
sim, eu cheguei ao ponto de assumir (finalmente) que talvez não sou essa pessoa equilibrada que acham que sou. tenho minhas recaídas ( e muitas ) e meu desequilíbrio é visível.
e nesse desequilíbrio mental-sentimental confessado (vergonhasamente) o final de um texto perdeu-se. ou talvez não tenha conclusão para algo tão verdadeiro e perturbador.
me deparo com uma ambiguidade que me leva além dos pensamentos-paradoxos.
de um lado, é fato o que tenho, quem tenho e a intensidade que tenho.
intensidade que me faz delirar só de lembrar, mas que ao mesmo tempo, me faz pensar se posso ter algo tão intenso.
é desse outro lado, que a dúvida ou a insegurança me fazem perder a cabeça numa coisa que parece ser tão sutil.
mas apenas eu mesma, somente eu, entenderei o verdadeiro sentido da confusão-psicológica.
talvez não sinto tudo o que realmente sempre quis sentir, e ilusão a minha foi achar, na verdade, ter quase certeza que tinha conseguido sentir da maior e melhor maneira.
e numa rotina que me alegra e ao mesmo tempo me deixa tão desgastada, me fez perceber que ainda era tudo muito cedo. mas como tudo, o tempo é relativo. e me pergunto o que é considerado tarde ou cedo na minha vida. e por mais que eu tente, percebi que o problema não está no tempo, na intensidade ou em alguém, está em mim.
está nos meus pensamentos-cotidianos-automáticos que me incomodam absurdamente. sem eu perceber, encontro-me perturbada e confusa.
sim, eu cheguei ao ponto de assumir (finalmente) que talvez não sou essa pessoa equilibrada que acham que sou. tenho minhas recaídas ( e muitas ) e meu desequilíbrio é visível.
e nesse desequilíbrio mental-sentimental confessado (vergonhasamente) o final de um texto perdeu-se. ou talvez não tenha conclusão para algo tão verdadeiro e perturbador.
12 março, 2008
03 março, 2008
minha rotina-alternada .
odeio rotina.
quem me conhece, sabe .
mas há um certo momento que não nos damos conta de que fazemos parte da rotina, não que eu faça parte dela, mas ela de mim.
tento sair dela nos caminhos alternativos que faço, nos onibus diferentes que tomo, no outro lado da calçada que ando, nas ligações inusitadas que disco, nos sorrisos matinais que mando, nas músicas escutadas (...), qualquer coisa que não me faça sentir cansada depois.
mesmo que eu ande o dobro a mais, não me importo, ver as nuvens tão de perto e sentir a brisa do fim da tarde me fazem sentir melhor, me tornam uma pessoa melhor.
mesmo que o trem às 7 da manhã me mate de tanto desgosto, e a Sé me faça me sentir uma formiga no meio de um formigueiro, cheio de predadores e outros insetos malvados, e mesmo eu vendo pessoas brigando, aproveitando, empurrando, conseguem (às vezes) me tirar de mim mesma, ao ponto de querer chorar em meio a multidão de tanto desprezo que sinto pela humanidade. e até de mim mesma, porque sei que faço parte dela. todas com seus fones de ouvidos, tão egoístas, tão individuais. e por mais que eu esteja com os meus também, observo todos, reparo em todos, ainda mais que esteja lutando contra meus olhos quase fechados de sono. não que eu seja melhor que eles, mas eu ainda sinto. sinto muito. queria poder mudar essa parte da minha rotina matinal. não queria me entristecer logo de manhã, as vezes penso que deixar meus olhos fechados seria melhor, viveria melhor. mas assim, perderia as coisas boas, que ainda existem também. então conclui que, por mais que a realidade seja como ela é, ela é assim simplesmente. tudo é ruim, tudo é bom.
prefiro viver minha vida, ter meus caminhos alternados, ter infelizmente que sentir todas partes dos corpos alheios nos trens-estupidamente-lotados de manhã, ter meus sorrisos guardados, mas que no fim do dia, são liberados, e da melhor forma. e no fim do dia, ter com quem falar no telefone ou abraçar, ter um banho prolongado de água fria, ter poucas estrelas no céu que mesmo sendo poucas, me tiram sorrisos.
e assim vai, vivendo a vida, com a melhor trilha sonora de fundo, sentindo cada batida, cada palavra ou grito. estar em meio à multidão, mas conseguir lembrar de bons momentos, de perfumes e gostos. de manias e épocas.
a vida é bela do jeito estranho que ela é. do jeito caótico e barulhento que ela é.
apenas vive.
quem me conhece, sabe .
mas há um certo momento que não nos damos conta de que fazemos parte da rotina, não que eu faça parte dela, mas ela de mim.
tento sair dela nos caminhos alternativos que faço, nos onibus diferentes que tomo, no outro lado da calçada que ando, nas ligações inusitadas que disco, nos sorrisos matinais que mando, nas músicas escutadas (...), qualquer coisa que não me faça sentir cansada depois.
mesmo que eu ande o dobro a mais, não me importo, ver as nuvens tão de perto e sentir a brisa do fim da tarde me fazem sentir melhor, me tornam uma pessoa melhor.
mesmo que o trem às 7 da manhã me mate de tanto desgosto, e a Sé me faça me sentir uma formiga no meio de um formigueiro, cheio de predadores e outros insetos malvados, e mesmo eu vendo pessoas brigando, aproveitando, empurrando, conseguem (às vezes) me tirar de mim mesma, ao ponto de querer chorar em meio a multidão de tanto desprezo que sinto pela humanidade. e até de mim mesma, porque sei que faço parte dela. todas com seus fones de ouvidos, tão egoístas, tão individuais. e por mais que eu esteja com os meus também, observo todos, reparo em todos, ainda mais que esteja lutando contra meus olhos quase fechados de sono. não que eu seja melhor que eles, mas eu ainda sinto. sinto muito. queria poder mudar essa parte da minha rotina matinal. não queria me entristecer logo de manhã, as vezes penso que deixar meus olhos fechados seria melhor, viveria melhor. mas assim, perderia as coisas boas, que ainda existem também. então conclui que, por mais que a realidade seja como ela é, ela é assim simplesmente. tudo é ruim, tudo é bom.
prefiro viver minha vida, ter meus caminhos alternados, ter infelizmente que sentir todas partes dos corpos alheios nos trens-estupidamente-lotados de manhã, ter meus sorrisos guardados, mas que no fim do dia, são liberados, e da melhor forma. e no fim do dia, ter com quem falar no telefone ou abraçar, ter um banho prolongado de água fria, ter poucas estrelas no céu que mesmo sendo poucas, me tiram sorrisos.
e assim vai, vivendo a vida, com a melhor trilha sonora de fundo, sentindo cada batida, cada palavra ou grito. estar em meio à multidão, mas conseguir lembrar de bons momentos, de perfumes e gostos. de manias e épocas.
a vida é bela do jeito estranho que ela é. do jeito caótico e barulhento que ela é.
apenas vive.
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